REsp 2248696 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso na parte conhecida porque não se reconheceu a atipicidade material pela aplicação do princípio da insignificância: o art.20 da Lei 10.522/2002 é parâmetro para tributos federais e, para tributos estaduais (ICMS), exige-se norma estadual equivalente; ademais, o recorrente possui condenações e ações penais anteriores de mesma natureza, evidenciando habitualidade delitiva que obsta a insignificância. A dosimetria foi considerada devidamente fundamentada, com negativação da culpabilidade em razão do uso da atividade empresarial para prática ilícita, e o regime semiaberto foi mantido em razão dos maus antecedentes nos termos do art.33, §§2º e 3º, do CP; a...
- Parties
- Recorrente: PAULO ROBERTO DE CARVALHO; Corréu: RICARDO GOUVEIA GRECA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento (recurso Admitido; Conhecido Em Parte E Negado Provimento)
- Outcome
- Conheci em parte do recurso especial e, nessa extensão, neguei-lhe provimento.
- Legal Topics
- Sonegação Tributária, Princípio Da Insignificância, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
PAULO ROBERTO DE CARVALHO
Recorrente
RICARDO GOUVEIA GRECA
Corréu
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento (recurso Admitido; Conhecido Em Parte E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Aplicação do princípio da insignificância em crimes tributários estaduais
- 2 Incidência do art.20 da Lei 10.522/2002 e necessidade de lei estadual análoga para tributos estaduais
- 3 Valoração negativa da culpabilidade (art.59 CP) pela utilização da atividade empresarial para fins ilícitos
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso na parte conhecida porque não se reconheceu a atipicidade material pela aplicação do princípio da insignificância: o art.20 da Lei 10.522/2002 é parâmetro para tributos federais e, para tributos estaduais (ICMS), exige-se norma estadual equivalente; ademais, o recorrente possui condenações e ações penais anteriores de mesma natureza, evidenciando habitualidade delitiva que obsta a insignificância. A dosimetria foi considerada devidamente fundamentada, com negativação da culpabilidade em razão do uso da atividade empresarial para prática ilícita, e o regime semiaberto foi mantido em razão dos maus antecedentes nos termos do art.33, §§2º e 3º, do CP; a...
Court Disposition
Conheci em parte do recurso especial e, nessa extensão, neguei-lhe provimento.
Orders
- Conhecimento parcial do recurso especial
- Negado provimento ao recurso especial na extensão conhecida
Full Case Text
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