AREsp 2789618 - DECISAO
O Tribunal não conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem examinou adequadamente os fatos e provas, aplicando o direito pertinente: reconheceu a responsabilidade objetiva da concessionária por dano decorrente de oscilações de tensão, admitiu a sub-rogação da seguradora e considerou irrelevante a ausência de comunicação administrativa do segurado à concessionária nos termos da Resolução ANEEL n.1000/21; afastou-se a alegação de caso fortuito/força maior por previsibilidade do fenômeno e reputou o laudo pericial válido, de modo que seria necessário reexame fático-probatório para alterar a decisão, o que é vedado no recurso especial.
- Parties
- Autora: Seguradora; Ré/apelante: Concessionária de energia elétrica
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Ação Regressiva Indenizatória / Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Sub Rogação, Responsabilidade Objetiva, Seguro, Danos Por Oscilação De Tensão, Ônus Da Prova, Honorários Advocatícios, Não Conhecimento De Recurso Especial, Vedação Ao Reexame De Provas
Case Brief
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Parties
Seguradora
Autora
Concessionária de energia elétrica
Ré/apelante
Procedural Posture
Ação Regressiva Indenizatória / Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 incidência do Código de Defesa do Consumidor em ação regressiva da seguradora
- 2 responsabilidade objetiva da concessionária de energia por oscilação de tensão
- 3 necessidade de comunicação/reclamação administrativa à concessionária (Resolução ANEEL n.1000/21)
Ratio Decidendi
O Tribunal não conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem examinou adequadamente os fatos e provas, aplicando o direito pertinente: reconheceu a responsabilidade objetiva da concessionária por dano decorrente de oscilações de tensão, admitiu a sub-rogação da seguradora e considerou irrelevante a ausência de comunicação administrativa do segurado à concessionária nos termos da Resolução ANEEL n.1000/21; afastou-se a alegação de caso fortuito/força maior por previsibilidade do fenômeno e reputou o laudo pericial válido, de modo que seria necessário reexame fático-probatório para alterar a decisão, o que é vedado no recurso especial.
Court Disposition
recurso especial não conhecido
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial.
- Majoro os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Full Case Text
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