REsp 2095348 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque os agravantes não demonstraram argumentos capazes de afastar os fundamentos da decisão agravada; o entendimento vinculante do STJ (Tema 1051 - REsp 1.840.531/RS) estabelece que, para fins de sujeição aos efeitos da recuperação judicial, a existência do crédito é...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pela Quarta Turma)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Sujeição De Crédito À Recuperação Judicial, Data Do Fato Gerador, Honorários Advocatícios Sucumbenciais, Custas Processuais, Recurso Especial Repetitivo (tema 1051)
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Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Pela Quarta Turma)
Legal Issues
- 1 Determinação da existência do crédito para fins de recuperação judicial (data do fato gerador vs trânsito em julgado)
- 2 Natureza concursal ou extraconcursal de honorários advocatícios e custas processuais
- 3 Aplicabilidade da Súmula 7/STJ à admissibilidade do recurso especial
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque os agravantes não demonstraram argumentos capazes de afastar os fundamentos da decisão agravada; o entendimento vinculante do STJ (Tema 1051 - REsp 1.840.531/RS) estabelece que, para fins de sujeição aos efeitos da recuperação judicial, a existência do crédito é determinada pela data do seu fato gerador (ex.: data da sentença que fixou honorários ou outro ato gerador), sendo aplicável ao caso concreto, motivo pelo qual se manteve a decisão impugnada.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Nego provimento ao agravo interno.
- Indefiro o pedido de aplicação da multa do art. 1.021, §4º, do CPC/2015.
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 27/02/2024 a 04/03/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ACÓRDÃO RECORRIDO DISCORDANTE DA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. DECISÃO MANTIDA. 1. "Para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador" (REsp n. 1.840.531/RS, Relator Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 9/12/2020, DJe de 17/12/2020). 2. Agravo interno a que se nega provimento.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator): Trata-se de agravo interno (e-STJ fls. 355/359) interposto contra decisão desta relatoria que conheceu do recurso e deu provimento ao especial (e-STJ fls. 348/351). Os agravantes sustentam a inadmissibilidade do recurso especial, pois a questão esbarraria na Súmula n. 7/STJ, bem como o acórdão recorrido estaria em consonância com a jurisprudência do STJ. Destacam que "a r. sentença de primeiro grau, proferida antes do pedido de recuperação judicial, não reconheceu o direito do Recorrido ao reembolso das custas processuais. Por isso, houve recurso ao Egr. TJSP que, dando provimento à Apelação, posteriormente ao pedido de recuperação judicial, condenou as Recorrentes ao reembolso das despesas" (e-STJ fl. 357). Ao final, pedem a reconsideração da decisão monocrática ou a apreciação do agravo pelo Colegiado. Contrarrazões apresentadas e requerida a multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 (e-STJ fls. 363/368). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ACÓRDÃO RECORRIDO DISCORDANTE DA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. DECISÃO MANTIDA. 1. "Para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador" (REsp n. 1.840.531/RS, Relator Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 9/12/2020, DJe de 17/12/2020). 2. Agravo interno a que se nega provimento. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator): A insurgência não merece acolhida. Os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de afastar os termos da decisão agravada, motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos (e-STJ fls. 348/351): Trata-se de recurso especial interposto contra acórdão assim ementado (e-STJ fl. 168): ETAPA DE CUMPRIMENTO DE JULGADO (custas e honorária de sucumbência). Devedoras, em recuperação judicial. Impugnação acolhida, para que o crédito seja levado à liquidação no juízo universal. Recurso de credores. Provimento. Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fls. 184/186). No especial (e-STJ fls. 188/196), fundamentado no art. 105, III, "a", da CF, a parte recorrente alega violação do art. 49 da Lei n. 11.101/2005, pois "o fato gerador dos honorários advocatícios e do reembolso de custas e despesas, como já sedimentado, é a sentença ou ato jurisdicional equivalente (no caso da competência originária dos tribunais), e não seu trânsito em julgado" (e-STJ fl. 193). Aduz inobservância do "precedente qualificado, expresso no Tema 1.051" (e-STJ fl. 194). Contrarrazões apresentadas (e-STJ fls. 201/207). É o relatório. Decido. Em relação à natureza do crédito, assim decidiu o TJSP (e-STJ fl. 169): Crédito condenatório, aqui para satisfazer reembolso de custas processuais e pagamento de honorária de sucumbência, com trânsito em julgado em 14 de maio de 2.019 (fl. 23), para além de pedido de recuperação judicial da devedora, apelante, distribuído em setembro de 2.017, tais os contornos, a hipótese não se submete a vis actrativa daquele procedimento especial (artigo 49, da Lei nº 11.101/2.005.) A Corte local não observou a jurisprudência do STJ que reconhece que "o direito aos honorários advocatícios nasce com o provimento jurisdicional, razão pela qual, uma vez fixados em sentença proferida após o pedido de recuperação judicial, constituindo crédito extraconcursal, a ela não se submetem, conforme disciplina do art. 49 da Lei 11.101/2005" (AgInt no AREsp n. 1.857.913/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 30/6/2022). Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. SENTENÇA PROLATADA ANTES DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. NATUREZA CONCURSAL. 1. "Para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador" (REsp 1840531/RS, SEGUNDA SEÇÃO, DJe 17/12/2020). 2. No caso concreto, a sentença que arbitrou os honorários advocatícios é anterior ao pedido recuperacional, razão pela qual o crédito tem natureza concursal e deve ser habilitado e pago nos termos do plano de recuperação judicial. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.854.787/GO, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 27/9/2021, DJe de 30/9/2021.) PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. SENTENÇA POSTERIOR AO PEDIDO RECUPERACIONAL. NATUREZA EXTRACONCURSAL. NÃO SUJEIÇÃO AO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E A SEUS EFEITOS. DECISÃO MANTIDA. 1. Os créditos constituídos depois de ter o devedor ingressado com o pedido de recuperação judicial estão excluídos do plano e de seus efeitos (art. 49, caput, da Lei n. 11.101/2005). 2. A Corte Especial do STJ, no julgamento dos EAREsp 1.255.986/PR, decidiu que a sentença (ou o ato jurisdicional equivalente, na competência originária dos tribunais) é o ato processual que qualifica o nascedouro do direito à percepção dos honorários advocatícios sucumbenciais. 3. "Em exegese lógica e sistemática, se a sentença que arbitrou os honorários sucumbenciais se deu posteriormente ao pedido de recuperação judicial, o crédito que dali emana, necessariamente, nascerá com natureza extraconcursal, já que, nos termos do art. 49, caput da Lei 11.101/05, sujeitam-se ao plano de soerguimento os créditos existentes na data do pedido de recuperação judicial, ainda que não vencidos, e não os posteriores. Por outro lado, se a sentença que arbitrou os honorários advocatícios for anterior ao pedido recuperacional, o crédito dali decorrente deverá ser tido como concursal, devendo ser habilitado e pago nos termos do plano de recuperação judicial" (REsp 1.841.960/SP, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 12/02/2020, DJe 13/04/2020). 4. Na hipótese, "a sentença condenatória, na qual foram arbitrados os honorários sucumbenciais, foi prolatada em 08/02/2018" (fl. 687). Nesse passo, como a sentença que fixou os honorários advocatícios de sucumbência foi prolatada após o pedido de recuperação judicial (20/06/2016), tal verba deverá ser tida como extraconcursal, conforme precedente da Segunda Seção do STJ (Resp n. 1.841.960/SP). 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.913.225/SC, da minha relatoria, QUARTA TURMA, julgado em 13/12/2021, DJe 16/12/2021.) RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. DIREITO EMPRESARIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. CRÉDITO. EXISTÊNCIA. SUJEIÇÃO AOS EFEITOS DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ART. 49, CAPUT, DA LEI Nº 11.101/2005. DATA DO FATO GERADOR. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Ação anulatória e de reparação de danos pela inclusão indevida em cadastro restritivo de crédito. Discussão acerca da sujeição do crédito aos efeitos da recuperação judicial. 3. Diante da opção do legislador de excluir determinados credores da recuperação judicial, mostra-se imprescindível definir o que deve ser considerado como crédito existente na data do pedido, ainda que não vencido, para identificar em quais casos estará ou não submetido aos efeitos da recuperação judicial. 4. A existência do crédito está diretamente ligada à relação jurídica que se estabelece entre o devedor e o credor, o liame entre as partes, pois é com base nela que, ocorrido o fato gerador, surge o direito de exigir a prestação (direito de crédito). 5. Os créditos submetidos aos efeitos da recuperação judicial são aqueles decorrentes da atividade do empresário antes do pedido de soerguimento, isto é, de fatos praticados ou de negócios celebrados pelo devedor em momento anterior ao pedido de recuperação judicial, excetuados aqueles expressamente apontados na lei de regência. 6. Em atenção ao disposto no art. 1.040 do CPC/2015, fixa-se a seguinte tese: Para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador. 7. Recurso especial provido. (REsp n. 1.840.531/RS, Relator Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 09/12/2020, DJe 17/12/2020.) Portanto, o fato gerador dos honorários e das custas processuais é a sentença que os arbitrou, devendo ser considerada a data em que foi prolatada para apreciar se há ou não sujeição do crédito à recuperação. Ante o exposto, CONHEÇO do recurso especial e DOU-LHE PROVIMENTO, para determinar que se proceda à apreciação da sujeição do crédito à recuperação nos termos da jurisprudência desta Corte Superior. Publique-se e intimem-se. O Tribunal de origem consignou que a data do trânsito em julgado da decisão que estabeleceu os honorários e as custas determinará se o crédito sujeita-se à recuperação judicial, nos seguintes termos (e-STJ fl. 217): Na linha do que preconizou o Superior Tribunal de Justiça, em recurso repetitivo (TEMA 1051), a vis atractiva do procedimento de recuperação judicial cabe considerar da data do fato gerador do respectivo crédito, e, aqui, tratando-se de título judicial condenatório, deve corresponder à data do respectivo trânsito em julgado. Crédito condenatório, para satisfazer reembolso de custas processuais e pagamento de honorária de sucumbência, com trânsito em julgado em 14 de maio de 2.019 (fl. 23), para além de pedido de recuperação judicial da devedora, apelada, distribuído em setembro de 2.017, tais os contornos, a hipótese não se submete a vis actrativa daquele procedimento especial (artigo 49, daLei nº 11.101/2.005). Como destacado na decisão agravada, a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu seu fato gerador. No caso presente, o fato gerador é a decisão que fixou os honorários e as custas judiciais, portanto, deve-se levar em consideração a data em que a decisão foi proferida, independentemente de seu trânsito em julgado. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E FALIMENTAR. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REGRESSIVA DE DÉBITO TRABALHISTA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. CRÉDITO CONCURSAL. FATO GERADOR ANTERIOR. SUBMISSÃO AO PLANO DE RECUPERAÇÃO. TESE FIXADA EM RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. TEMA N.º 1.051. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o REsp 1.843.332/RS (Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, DJe 17/12/2020), representativo de controvérsia, firmou a tese repetitiva (Tema n.º 1.051) segundo a qual para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador. 2. No REsp 1.843.332/RS, ficou assentado que a existência do crédito, para o fim de verificar sua submissão aos efeitos da recuperação judicial da devedora, é determinada pela data de seu fato gerador, não dependendo de sentença que o declare ou o quantifique, tampouco de seu trânsito em julgado, bastando tão somente a ocorrência do fato gerador, conforme aconteceu na presente hipótese, que se trata de crédito trabalhista constituído anteriormente ao pedido recuperacional. 3. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.029.634/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 20/11/2023, DJe de 22/11/2023.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - ACÓRDÃO DESTE ÓRGÃO FRACIONÁRIO QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA DEMANDADA 1. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição, omissão ou erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do CPC/15. 2. No presente caso, os embargos de declaração merecem provimento para sanar omissão quanto à tese de necessidade de submissão do crédito aos efeitos da recuperação judicial, considerando que os fatos geradores são anteriores ao pedido recuperacional. 3. Para fins de submissão do crédito à recuperação judicial, nos termos do art. 49, caput, da Lei nº 11.101/2005, esta Corte Superior fixou orientação, em sede se recurso especial repetitivo (tema 1051), no sentido de que a existência do crédito é definida a partir de seu fato gerador, independentemente de posterior declaração em sentença. 3.1. Na hipótese, o fato gerador que deu origem ao crédito é anterior à recuperação, se submetendo, portanto, aos seus efeitos, mesmo que o trânsito em julgado da ação que constituiu a obrigação seja posterior ao pedido. 4. Embargos de declaração acolhidos, com efeito infringente, para suprir omissão quanto à data do fato gerador e, como consequência, dar parcial provimento ao recurso especial, reconhecendo que o crédito é concursal e determinando a sua inclusão no quadro geral de credores, pa ra submissão ao plano de recuperação judicial da empresa embargante. (EDcl no AgInt no AREsp n. 2.099.663/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 11/4/2023.) Além disso, não há falar na incidência da Súmula n. 7/STJ, pois a decisão agravada apenas fixou a tese jurídica a ser observada, cabendo ao Tribunal do estado analisar a matéria dos autos segundo a jurisprudência desta Corte Superior. Assim, não prosperam as alegações constantes no recurso, incapazes de alterar os fundamentos da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. Indefiro o pedido da parte agravada, de aplicação da multa, porque não evidenciada, até o momento, conduta maliciosa ou temerária a justificar tal sanção. É como voto.