HC 977503 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o acórdão de origem verificou circunstância judicial desfavorável (análise negativa da culpabilidade e crime praticado com grave ameaça), circunstâncias estas que, nos termos do art. 77, II, do Código Penal, impedem a suspensão condicional da pena; ademais, a majoração da pena‑base pela...
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- Parties
- Paciente: JONATHAN FERNANDO ALVES MOTA; Órgão Julgador/respondente: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Liminar Denegatória
- Outcome
- ordem denegada, in limine
- Legal Topics
- Suspensão Condicional Da Pena, Sursis, Culpabilidade, Grave Ameaça, Apelação Criminal
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Parties
JONATHAN FERNANDO ALVES MOTA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Órgão Julgador/respondente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Liminar Denegatória
Legal Issues
- 1 Existência de constrangimento ilegal à liberdade de locomoção decorrente de acórdão penal
- 2 Aplicabilidade da suspensão condicional da pena (sursis) prevista no art. 77 do Código Penal
- 3 Incidência de circunstância judicial desfavorável (art. 77, II e art. 59 CP) que obsta o sursis
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o acórdão de origem verificou circunstância judicial desfavorável (análise negativa da culpabilidade e crime praticado com grave ameaça), circunstâncias estas que, nos termos do art. 77, II, do Código Penal, impedem a suspensão condicional da pena; ademais, a majoração da pena‑base pela culpabilidade não foi impugnada pela defesa.
Court Disposition
ordem denegada, in limine
Orders
- Denego a ordem, in limine.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO JONATHAN FERNANDO ALVES MOTA alega sofrer constrangimento ilegal no seu direito de locomoção em decorrência do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás na Apelação Criminal n. 5143390-21.2024.8.09.0051. A defesa busca, em síntese, a aplicação da suspensão condicional da pena. Decido. O paciente foi condenado à pena de 1 mês e 10 dias de detenção, em regime inicial aberto, pela prática do crime descrito no art. 147, do Código Penal. O Tribunal deixou de suspender a execução da pena privativa de liberdade com base na seguinte fundamentação: Da suspensão condicional da pena O artigo 77 do Código Penal prevê as condições para a aplicação do sursis, sedo elas: Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício; III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. Na hipótese, existe circunstância judicial desfavorável (art. 77, II CP), no caso a culpabilidade e o crime foi praticado com grave ameaça, circunstâncias que inviabilizam a concessão da suspensão condicional da pena. Na hipótese, a pena-base fixada em desfavor do paciente foi majorada em razão da análise negativa da vetorial "culpabilidade", o que não foi impugnado pela defesa no presente writ. Com efeito, a aplicação do sursis da pena é obstada pelo art. 77, II, do Código Penal, que textualmente determina que a execução da pena poderá ser suspensa se as c ir cunstâncias do art. 59 do Código Penal forem favoráveis, o que não se verifica no caso em julgamento. À vista do exposto, denego a ordem, in limine. Publique-se e intimem-se. EMENTA