AREsp 2854816 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque as razões recursais estavam dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido e sem impugnação específica; não houve demonstração do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido, e o provimento demandaria reexame de provas (aplicação...
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- Parties
- Agravante: JOAO BARBOSA DE SOUSA FILHO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Não Admitiu O Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Suspensão Do Processo, Tutela De Urgência, Conexão Entre Ações, Dissídio Jurisprudencial, Astreintes (multa), Súmula 284/stf, Súmula 7/stj
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Parties
JOAO BARBOSA DE SOUSA FILHO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Não Admitiu O Recurso Especial
Legal Issues
- 1 possibilidade de suspensão do processo eleitoral enquanto pendente ação conexa
- 2 distinção entre suspensão processual (art.313 CPC) e tutela de urgência (art.300 CPC)
- 3 requisitos para demonstração de dissídio jurisprudencial pela alínea c do art.105, III, CF/88
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque as razões recursais estavam dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido e sem impugnação específica; não houve demonstração do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido, e o provimento demandaria reexame de provas (aplicação das Súmulas 284/STF e 7/STJ); ademais, o tribunal de origem adequadamente determinou que eventual pedido de suspensão do processo eleitoral fosse formulado nos autos conexos como tutela de urgência nos termos do art.300 do CPC.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por JOAO BARBOSA DE SOUSA FILHO à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, assim resumido: DUPLA APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO INIBITÓRIA. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO. CABIMENTO. VALOR. EXORBITANTE. REDUÇÃO. PEDIDO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO ELEITORAL. AGUARDAR JULGAMENTO FEITO CONEXO. NÃO CABIMENTO. I. COMPROVADO O DESCUMPRIMENTO DA DECISÃO JUDICIAL, CORRETA A APLICAÇÃO DA MULTA IMPOSTA. II. REVELANDO-SE EXCESSIVO O VALOR DA ASTREINTE ESTIPULADA, A PONTO DE CAUSAR O ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DO BENEFICIÁRIO, IMPÕE-SE SUA REDUÇÃO PARA UM PATAMAR RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. III. O PEDIDO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO ELEITORAL PARA SE AGUARDAR JULGAMENTO DE OUTRA CAUSA NÃO É CABÍVEL, VEZ QUE DEVE SER FEITO NO PRÓPRIO FEITO CONEXO, MOMENTO EM QUE PODERÁ O JUIZ ANALISAR OS REQUISITOS PARA O DEFERIMENTO DE EVENTUAL TUTELA DE URGÊNCIA NESTE SENTIDO. 1º RECURSO CONHECIDO EM PARTE E NESTA PROVIDO. 2º RECURSO OCNHECIDO E NÃO PROVIDO (fls. 2.627/2.628). Quanto à controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte alega violação e divergência de interpretação dos arts. 300 e 313, V, "a", do CPC, no que concerne à necessidade de suspensão de processo eleitoral antes da resolução de ação conexa, sob pena de acarretar prejuízos irreversíveis à parte recorrente, comprometendo a lisura do processo eleitoral, e à impossibilidade de fazê-lo sob o prisma da tutela de urgência, desconsiderando-se a natureza da suspensão processual, a qual não se confunde com a referida tutela, trazendo a seguinte argumentação: O cerne da controvérsia reside no fato de que o Tribunal de origem negou a possibilidade de suspensão do processo eleitoral sem apreciar adequadamente a conexão entre as ações e o impacto que o julgamento da causa conexa pode ter sobre a regularidade das eleições. A decisão recorrida, ao afastar o pedido de suspensão, violou diretamente o princípio da segurança jurídica e os dispositivos legais que garantem a efetividade do processo judicial, especialmente o artigo 313, inciso V, alínea "a", do Código de Processo Civil, que prevê a suspensão do processo quando houver questão prejudicial pendente. .. No caso em tela, a ação conexa nº 5162959- 68.2023.8.09.0107, que discute a possibilidade de registro forçado da Chapa 2, possui relação direta e essencial com a eleição da Cooperativa. O julgamento da ação conexa determinará se a Chapa 2 poderá ou não participar do processo eleitoral, afetando de maneira decisiva a legitimidade e a regularidade do certame. Assim, ao ignorar essa conexão e relegar a discussão para os autos da ação conexa, o Tribunal de origem negou vigência ao disposto no art. 313 do CPC. A decisão de não suspender o processo eleitoral antes da resolução da lide prejudicial poderá acarretar prejuízos irreversíveis ao Recorrente, comprometendo a lisura do processo eleitoral, e especialmente ao direito de participar de maneira justa e igualitária nas eleições da Cooperativa. .. Portanto, a não suspensão do processo eleitoral antes da resolução da ação conexa apresenta um risco concreto de danos irreparáveis ao recorrente, uma vez que o resultado dessa ação poderá influenciar diretamente a regularidade e legitimidade do pleito eleitoral. .. A decisão recorrida baseou-se na premissa de que a suspensão deveria ser solicitada nos próprios autos da ação conexa, sob a forma de tutela de urgência, com base no artigo 300 do CPC. Contudo, essa fundamentação é inadequada, pois o pedido de suspensão não se confunde com o requerimento de tutela de urgência. A tutela de urgência exige a demonstração de perigo de dano irreparável e probabilidade do direito. Entretanto, o que se busca neste caso não é uma medida emergencial, mas sim a suspensão processual prevista no artigo 313 do CPC, a fim de garantir a coerência e segurança jurídica entre as decisões de processos conexos. Trata-se de uma medida essencial para evitar julgamentos contraditórios e assegurar que a decisão do processo eleitoral seja justa e esteja em conformidade com o resultado da ação conexa. A suspensão, conforme previsto no artigo 313 do Código de Processo Civil, é um instrumento para assegurar a coerência entre decisões de processos conexos, evitando julgamentos contraditórios e garantindo a efetividade da decisão final. Ao determinar que o pedido fosse formulado sob o prisma da tutela de urgência, o Tribunal de origem desconsiderou a natureza da suspensão processual prevista no artigo 313, cometendo um erro de aplicação da legislação federal (fls. 2.676/2.680). É o relatório. Decido. Quanto à controvérsia, o acórdão recorrido assim decidiu: No caso a sentença determinou que o processo eleitoral seja retomado, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, a contar do trânsito em julgado da sentença. Pretende o apelante "a suspensão do processo eleitoral, enquanto pendente ação judicial questionando a possibilidade de registro forçado da Chapa 2 - A Complem é de Todos para as próximas eleições do Conselho de Administração da Apelada, discutida nos autos 5162959-68.2023.8.09.0107". No entanto, sem razão o apelante, vez que, julgado o presente caso sub judice, eventual pedido de suspensão do processo, na forma requerida, deve ser feito nos próprios autos conexos (5162959-68.2023.8.09.0107), na forma de tutela de urgência, momento em que o juiz analisará os requisitos necessários para o deferimento, nos termos do artigo 300 do Código de Processo Civil. Nestes termos, diante da inadequação do pedido, impõe-se o indeferimento e consequente não provimento do recurso (fl. 2.627). Transcreva-se, ainda, o excerto extraído do julgamento dos embargos de declaração, verbis: Ademais, cumpre acrescentar que a referida ação conexa (5162959-68.2023.8.09.0107) foi julgada na sessão do dia 13/08/2024, momento em que, por unanimidade, os recursos de apelação foram desprovidos, razão pela qual resta prejudicada a alegação de necessidade de aguardar o julgamento deste outro feito (fls. 2.666/2.667). Aplicável, portanto, a Súmula n. 284/STF, tendo em vista que as razões delineadas no Recurso Especial estão dissociadas dos fundamentos utilizados no aresto impugnado, pois a parte recorrente não impugnou, de forma específica, os seus fundamentos, o que atrai a aplicação, por conseguinte, do referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido, esta Corte Superior de Justiça já se manifestou na linha de que, "Aplicável, portanto, o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que as razões recursais delineadas no especial estão dissociadas dos fundamentos utilizados no aresto impugnado, tendo em vista que a parte recorrente não impugnou, de forma específica, os seus fundamentos, o que atrai a aplicação, por conseguinte, do referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia" (AgInt no AREsp n. 2.604.183/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 2/12/2024). Confiram-se ainda os seguintes julgados:AgInt no AREsp n. 2.734.491/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 25/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.267.385/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.638.758/RJ, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 20/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.722.719/PE, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 5/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.787.231/PR, relator Ministro Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS), Terceira Turma, DJEN de 28/2/2025; AgRg no AREsp n. 2.722.720/RJ, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 26/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.751.983/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no REsp n. 2.162.145/RR, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 20/2/2025; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.256.940/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJEN de 9/12/2024; AgRg no AREsp n. 2.689.934/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJEN de 9/12/2024; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.421.997/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJe de 19/11/2024; EDcl no AgRg nos EDcl no AREsp n. 2.563.576/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 7/11/2024; AgInt no AREsp n. 2.612.555/DF, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 5/11/2024; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.489.961/PR, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 28/10/2024; AgInt no AREsp n. 2.555.469/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 20/8/2024; AgInt no AREsp n. 2.377.269/SP, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 7/3/2024. Ademais, incide a Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), porquanto o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 2.113.579/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.691.829/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AREsp n. 2.839.474/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgInt no REsp n. 2.167.518/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJEN de 27/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.786.049/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.753.116/RN, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AgInt no REsp n. 2.185.361/CE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgRg no REsp n. 2.088.266/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AREsp n. 1.758.201/AM, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.643.894/DF, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 31/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.636.023/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgInt no REsp n. 1.875.129/PE, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025. Além disso, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Nos termos dos arts. 1.029, § 1º, do CPC; e 255, § 1º, do RISTJ, a divergência jurisprudencial, com fundamento na alínea c do permissivo constitucional, exige comprovação e demonstração, em qualquer caso, por meio de transcrição dos trechos dos acórdãos que configurem o dissídio. Devem ser mencionadas as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, a evidenciar a similitude fática entre os casos apontados e a divergência de interpretações, providência não realizada nos autos deste recurso especial" (AgInt no AREsp n. 2.275.996/BA, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 20/3/2025). Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16.3.2021.) Confiram-se também os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 2.168.140/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.452.246/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 20/3/2025; REsp n. 2.105.162/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.243.277/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no REsp n. 2.155.276/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJEN de 18/3/2025; AgRg no REsp n. 2.103.480/PR, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 7/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.702.402/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.735.498/MT, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.169.326/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AREsp n. 2.732.296/GO, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; EDcl no AgInt no AREsp n. 2.256.359/MS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.620.468/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024. Ainda, verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea "a", que, por sua vez, foi obstaculizada pela ausência de impugnação específica dos fundamento s do acórdão recorrido. Assim, quando remanesce incólume fundamento capaz por si só de manter o acórdão recorrido, impõe-se o reconhecimento da inexistência de identidade jurídica entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do recurso especial pela alínea "c". Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA