AREsp 1745287 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão singular por reconhecer que a intimação eletrônica do patrono ocorreu em 17/05/2019, iniciando-se o prazo em 20/05/2019 e findando em 07/06/2019, tornando o recurso especial tempestivo; no mérito, aplicou-se a jurisprudência da Segunda Seção do STJ (REsp 1.723.519/SP e EAg 1.138.183/PE) segundo a qual, em contratos anteriores à Lei n. 13.786/2018, deve prevalecer a retenção de 25% dos valores pagos como forma adequada de indenizar e desestimular o rompimento unilateral do contrato, devendo haver sucumbência recíproca com divisão igualitária das custas e fixação de honorários em 10% sobre o valor da condenação.
- Parties
- Agravante: ITABORAÍ PLAZA EMPRESARIAL SPE LTDA.; Recorrido: RONNIE CURTY FRANÇA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 March 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno (sobre Agravo Em Recurso Especial) / Decisão Colegiada/reconhecimento E Julgamento Do Agravo
- Outcome
- conheço do agravo e dou parcial provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Tempestividade De Recurso, Intimação Eletrônica, Retenção De Valores Em Rescisão Contratual, Cláusula Penal, Cotas Condominiais, Sucumbência Recíproca, Honorários Advocatícios
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ITABORAÍ PLAZA EMPRESARIAL SPE LTDA.
Agravante
RONNIE CURTY FRANÇA
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Interno (sobre Agravo Em Recurso Especial) / Decisão Colegiada/reconhecimento E Julgamento Do Agravo
Legal Issues
- 1 se o recurso especial foi tempestivo considerando a data da intimação eletrônica
- 2 qual percentual de retenção dos valores pagos deve ser aplicado em rescisão contratual de promessa de compra e venda anterior à Lei n. 13.786/2018
- 3 se o adquirente é responsável pelo pagamento das cotas condominiais antes da imissão na posse
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão singular por reconhecer que a intimação eletrônica do patrono ocorreu em 17/05/2019, iniciando-se o prazo em 20/05/2019 e findando em 07/06/2019, tornando o recurso especial tempestivo; no mérito, aplicou-se a jurisprudência da Segunda Seção do STJ (REsp 1.723.519/SP e EAg 1.138.183/PE) segundo a qual, em contratos anteriores à Lei n. 13.786/2018, deve prevalecer a retenção de 25% dos valores pagos como forma adequada de indenizar e desestimular o rompimento unilateral do contrato, devendo haver sucumbência recíproca com divisão igualitária das custas e fixação de honorários em 10% sobre o valor da condenação.
Court Disposition
conheço do agravo e dou parcial provimento ao recurso especial
Orders
- fixar em 25% (vinte e cinco por cento) a retenção sobre os valores pagos pela parte adquirente
- em razão da sucumbência recíproca, cada parte arcará com 50% das custas processuais e dos honorários advocatícios
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