AREsp 2896920 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas manteve-se a inadmissibilidade do recurso especial por intempestividade, em razão do entendimento do STJ de que a tempestividade se aferirá pela data de protocolo na secretaria do Tribunal, não pela data de postagem, e por não ser aplicável ao STJ a Resolução nº 156/2001 do TJPE.
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- Parties
- Agravante: JAILSON ARAÚJO DA SILVA; Agravado: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Inadmissibilidade Do Recurso Especial (intempestividade)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Tempestividade Recursal, Protocolo Postal, Inadmissão De Recurso Especial, Art. 226 Do CPP, Súmula 216 Do STJ, Norma Local (resolução Nº 156/2001 Do Tjpe)
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Parties
JAILSON ARAÚJO DA SILVA
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Inadmissibilidade Do Recurso Especial (intempestividade)
Legal Issues
- 1 Se a tempestividade do recurso especial deve ser aferida pela data de protocolo na secretaria do STJ ou pela data de postagem/protocolo postal
- 2 Aplicabilidade da Resolução nº 156/2001 do TJPE ao Superior Tribunal de Justiça
- 3 Alegada violação do art. 226 do CPP
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas manteve-se a inadmissibilidade do recurso especial por intempestividade, em razão do entendimento do STJ de que a tempestividade se aferirá pela data de protocolo na secretaria do Tribunal, não pela data de postagem, e por não ser aplicável ao STJ a Resolução nº 156/2001 do TJPE.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Manter a decisão de origem que declarou a intempestividade do recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo de JAILSON ARAÚJO DA SILVA contra decisão proferida no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO que inadmitiu o recurso especial, ante a sua intempestividade. Consta dos autos que o agravante foi condenado pelo crime de roubo majorado. Interposto recurso especial, a defesa alegou violação ao art. 226 do CPP. Inadmitido o recurso especial, em razão de sua intempestividade, a defesa interpôs o presente agravo, no qual sustenta a aplicação da Resolução nº156/TJPE, para admitir o protocolo postal como data da interposição do recurso especial e não da chegada do recurso na secretaria do Tribunal. Com vista dos autos, opinou o Ministério Público Federal "pelo não provimento do presente agravo em recurso especial" (e-STJ fls. 292/299). É o relatório. Decido. O agravante rebateu, a tempo e modo, os fundamentos da decisão agravada, devendo, pois, ser conhecido o agravado. Em que pese o esforço da combativa defesa, este Superior Tribunal de Justiça possui o entendimento pacificado de que a aferição da tempestividade é pela data do protocolo na secretaria do Tribunal, e não da postagem na agência dos correios, nos termos do verbete 216 da Súmula do STJ, in verbis: "A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da secretaria e não pela data da entrega na agência do correio". No julgamento do AgRg no Ag 1.417.361/RS, relatora p/ acórdão Ministra Maria Thereza de Assis Moura, a Corte Especial passou a admitir, para fins de verificação da tempestividade recursal, a data do protocolo postal, desde que haja previsão específica em norma local. Na espécie, como já decidido por esta Corte Superior, "ao contrário do alegado pela defesa, a Resolução n. 156/2001 do TJPE, em seu artigo 1º, é clara quanto à possibilidade de utilização do sistema de protocolo postal quanto a petições e/ou recursos judiciais "que tenham como destinatários os Juízos do 1º e 2º graus de jurisdição", o que não é caso desta eg. Corte Superior, levando à intempestividade do apelo raro."(AgRg no AREsp n. 1.455.282/PE, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, julgado em 7/5/2019, DJe de 20/5/2019.) No mesmo sentido, o AResp-2.383.988/PE, de relatoria do Ministro Joel Ilan Paciornik (DJe de 19/3/2024). Desse modo, deve ser mantida a decisão que, na origem, declarou a intempestividade do recurso especial. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Intimem-se. EMENTA