RHC 204521 - DECISAO
Não se verificou, na documentação acostada, flagrante ilegalidade ou teratologia capaz de justificar a concessão de ofício pelo STJ; em observância à Súmula 691 do STF e para resguardar a competência do Tribunal Estadual, o pedido liminar é indeferido.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: PEDRO GABRIEL SOUSA DO NASCIMENTO; Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
- Outcome
- Indefiro liminarmente o presente recurso em habeas corpus.
- Legal Topics
- Tentativa De Homicídio, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas, Competência E Súmula 691
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Parties
PEDRO GABRIEL SOUSA DO NASCIMENTO
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na formação da culpa
- 2 fundamentação concreta da prisão preventiva
- 3 suficiência de medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
Não se verificou, na documentação acostada, flagrante ilegalidade ou teratologia capaz de justificar a concessão de ofício pelo STJ; em observância à Súmula 691 do STF e para resguardar a competência do Tribunal Estadual, o pedido liminar é indeferido.
Court Disposition
Indefiro liminarmente o presente recurso em habeas corpus.
Orders
- Indefiro liminarmente o presente recurso em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus interposto PEDRO GABRIEL SOUSA DO NASCIMENTO em face de decisão proferida pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ. Imputa-se ao recorrente a prática do crime de tentativa de homicídio, tipificado no artigo 121, caput, combinado com o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal. A defesa alega, em síntese, excesso de prazo na formação da culpa do recorrente, preso preventivamente há mais de um ano. Aduz, outrossim, que a prisão preventiva carece de fundamentação concreta e que medidas cautelares diversas seriam suficientes para garantir o andamento processual, conforme o art. 319 do CPP, sobretudo porque o recorrente é primário, tem bons antecedentes, residência fixa e emprego lícito. Ao final, requer o provimento do recurso para que seja relaxada ou revogada a prisão preventiva do recorrente. É o relatório. Decido. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça firmou-se em que, "ausente teratologia ou evidente ilegalidade na decisão impugnada capaz de justificar o processamento da presente ordem, pela mitigação da Súmula 691 do STF, deve-se resguardar a competência do Tribunal Estadual para análise do tema e evitar a indevida supressão de instância" (AgRg no HC 740.703/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, j. em 02/08/2022, DJe de 10/08/2022). A concessão de ofício da ordem, nos termos dos arts. 647-A e 654, § 2º, do Código de Processo Penal, depende da existência de flagrante ilegalidade. Analisando-se o conteúdo da documentação colacionada aos autos, não se verifica de plano qualquer violação ao ordenamento jurídico ou flagrante constrangimento ilegal, nos termos da Lei nº 14.836, de 8/4/2024, publicada no Diário Oficial da União de 9/4/2024, de forma suficiente a superar o óbice do referido enunciado sumular. Não se constata, então, vício na negativa do pleito liminar em sede monocrática, sendo certo que o revolvimento das questões sustentadas no recurso em habeas corpus acarretaria supressão de instância, pois serão alvo de exame na Corte de origem quando do julgamento final. Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o presente recurso em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA