AREsp 3199105 - DECISAO

AREsp 3199105 - DECISAO

Conheço do agravo, mas não conheço do recurso especial por deficiência na fundamentação e ausência de demonstração inequívoca do cabimento constitucional do recurso (art. 1.029 CPC) e por falta de comprovação do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico; no mérito, o acórdão recorrido corretamente exigiu prova específica (documento/parecer atuarial) de que as alterações unilaterais eram necessárias, e entendeu que alterações de juros e índices monetários integram o risco da atividade da gestora do plano e não configuram, por si sós, fato imprevisível ou extraordinário que autorize revisão contratual.

Parties
Recorrente: SUL AMÉRICA SEGUROS DE PESSOAS E PREVIDÊNCIA S.A
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
11 May 2026
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (não Conhecimento Do Recurso Especial)
Legal Topics
Teoria Da Imprevisão, Equilíbrio Econômico Atuarial, Função Social Do Contrato, Dissídio Jurisprudencial, Admissibilidade De Recurso Especial, Alterações Unilaterais De Contrato

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Parties

SUL AMÉRICA SEGUROS DE PESSOAS E PREVIDÊNCIA S.A

Recorrente

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (não Conhecimento Do Recurso Especial)

  1. 1 legitimidade da recusa de aportes esporádicos por seguradora de plano de previdência privada
  2. 2 aplicabilidade da Teoria da Imprevisão para revisão de cláusulas contratuais diante de alterações econômicas
  3. 3 necessidade de prova contábil/ atuarial para demonstrar onerosidade excessiva e desequilíbrio do plano

Ratio Decidendi

Conheço do agravo, mas não conheço do recurso especial por deficiência na fundamentação e ausência de demonstração inequívoca do cabimento constitucional do recurso (art. 1.029 CPC) e por falta de comprovação do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico; no mérito, o acórdão recorrido corretamente exigiu prova específica (documento/parecer atuarial) de que as alterações unilaterais eram necessárias, e entendeu que alterações de juros e índices monetários integram o risco da atividade da gestora do plano e não configuram, por si sós, fato imprevisível ou extraordinário que autorize revisão contratual.