REsp 1921345 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o acórdão recorrido enfrentou a controvérsia adequadamente, tendo o tribunal de origem, com base em documento do registro imobiliário e referência à certidão da SPU de 1978, concluído que o terreno era totalmente próprio na época da transmissão, de modo que não havia obrigação de comunicação à SPU e a incorporadora estava ilegítima a figurar como devedora das CDAs; para alterar esse entendimento seria necessário revolver matéria fática, vedado em recurso especial pela Súmula 7; ademais, não houve prequestionamento quanto ao art. 116 do Decreto-Lei 9.760/1946, impedindo sua análise na instância especial; assim conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento na...
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: Incorporadora Ferreira Pinto Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática De Conhecimento E Negação De Provimento
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Terreno De Marinha, Taxa De Ocupação, Certidão De Dívida Ativa, Ilegitimidade Passiva, Honorários Advocatícios, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Incorporadora Ferreira Pinto Ltda.
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática De Conhecimento E Negação De Provimento
Legal Issues
- 1 se o terreno onde se encontram os 28 apartamentos é terreno de marinha ou terreno próprio
- 2 possibilidade de desconstituição da Certidão de Dívida Ativa sem prova inequívoca da sua iliquidez e incerteza (art. 3º, § único, da LEF e art. 204, § único, do CTN)
- 3 necessidade de intimação dos ocupantes em caso de nova demarcação administrativa
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o acórdão recorrido enfrentou a controvérsia adequadamente, tendo o tribunal de origem, com base em documento do registro imobiliário e referência à certidão da SPU de 1978, concluído que o terreno era totalmente próprio na época da transmissão, de modo que não havia obrigação de comunicação à SPU e a incorporadora estava ilegítima a figurar como devedora das CDAs; para alterar esse entendimento seria necessário revolver matéria fática, vedado em recurso especial pela Súmula 7; ademais, não houve prequestionamento quanto ao art. 116 do Decreto-Lei 9.760/1946, impedindo sua análise na instância especial; assim conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento na...
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial
- Nego provimento ao Recurso Especial na extensão conhecida
Full Case Text
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