HC 625027 - DECISAO
Não conhecer do writ porque a instrução criminal encontrava-se encerrada, de modo que a alegação de excesso de prazo ficou superada nos termos da Súmula 52/STJ, e porque não se verificou constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva, a qual estava devidamente fundamentada nos requisitos do art. 312 do CPP dada a gravidade concreta do crime de tortura, a periculosidade, o modus operandi e as ameaças contra a vítima; além disso, eventuais dilatações foram justificadas pela pandemia de Covid-19 e pela complexidade do feito.
- Parties
- Paciente: JOSE YAGO DE ARAUJO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ; Fiscal Da Lei: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Corréu: ALISSON ROBERIO MORAIS PEREIRA; Corréu: FRANCISCO IGOR DE SOUZA PEREIRA; Corréu: LUCAS PEREIRA MEDINA; Corréu: MICHAEL JACSON FREIRES DA SILVA; Corréu: YTALO DO NASCIMENTO ALMEIDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Writ Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do writ.
- Legal Topics
- Tortura, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Medidas Cautelares, Súmula 52/stj, Pandemia Covid 19
Case Brief
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Parties
JOSE YAGO DE ARAUJO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Fiscal Da Lei
ALISSON ROBERIO MORAIS PEREIRA
Corréu
FRANCISCO IGOR DE SOUZA PEREIRA
Corréu
LUCAS PEREIRA MEDINA
Corréu
MICHAEL JACSON FREIRES DA SILVA
Corréu
YTALO DO NASCIMENTO ALMEIDA
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Writ Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 fundamentação do decreto de prisão preventiva
- 3 aplicabilidade da Súmula 52 do STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do writ porque a instrução criminal encontrava-se encerrada, de modo que a alegação de excesso de prazo ficou superada nos termos da Súmula 52/STJ, e porque não se verificou constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva, a qual estava devidamente fundamentada nos requisitos do art. 312 do CPP dada a gravidade concreta do crime de tortura, a periculosidade, o modus operandi e as ameaças contra a vítima; além disso, eventuais dilatações foram justificadas pela pandemia de Covid-19 e pela complexidade do feito.
Court Disposition
Não conheço do writ.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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