HC 669398 - DECISAO
Não se conheceu do pedido de absolvição por ilicitude das provas em razão de inexistência de prévia manifestação do tribunal a quo sobre tal tese, evitando-se supressão de instância; contudo, em relação à dosimetria, concluiu-se que a elevação da pena-base apenas pela natureza da droga (crack) na quantidade apreendida (291 g) mostrou-se manifestamente desproporcional, devendo manter‑se a majoração relativa aos maus antecedentes e à reincidência e reduzir-se parcialmente a pena‑base, procedendo-se à nova dosimetria que resultou na reprimenda definitiva de 6 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 623 dias‑multa.
- Parties
- Paciente (impetrante): MAURÍCIO DA SILVEIRA MARCELINO; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Manifestante (oposição): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- ordem concedida em parte
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Ilegalidade Das Provas, Reincidência, Antecedentes Criminais, Quantidade E Natureza Da Droga, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
MAURÍCIO DA SILVEIRA MARCELINO
Paciente (impetrante)
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Tribunal De Origem
Ministério Público Federal
Manifestante (oposição)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Alegação de ilicitude das provas não examinada pelo Tribunal de origem e consequente impossibilidade de apreciação originária pelo Superior Tribunal de Justiça
- 2 Valoração das circunstâncias judiciais na fixação da pena-base em razão de antecedentes e da quantidade/natureza da droga apreendida
- 3 Aplicabilidade do art. 42 da Lei n. 11.343/2006 e limites razoáveis na majoração da pena por natureza/quantidade de entorpecente
Ratio Decidendi
Não se conheceu do pedido de absolvição por ilicitude das provas em razão de inexistência de prévia manifestação do tribunal a quo sobre tal tese, evitando-se supressão de instância; contudo, em relação à dosimetria, concluiu-se que a elevação da pena-base apenas pela natureza da droga (crack) na quantidade apreendida (291 g) mostrou-se manifestamente desproporcional, devendo manter‑se a majoração relativa aos maus antecedentes e à reincidência e reduzir-se parcialmente a pena‑base, procedendo-se à nova dosimetria que resultou na reprimenda definitiva de 6 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 623 dias‑multa.
Court Disposition
ordem concedida em parte
Orders
- Reduzir a pena-base e tornar a reprimenda definitiva em 6 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 623 dias-multa
- Comunique-se, com urgência, o inteiro teor desta decisão às instâncias de origem, para as providências cabíveis
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