RHC 127451 - DECISAO
Negou-se provimento ao habeas corpus porque a prisão preventiva foi mantida com fundamentação idônea quanto à garantia da ordem pública, à gravidade concreta do delito e ao regime da pena aplicada, permanecendo inalterados os motivos que justificaram a segregação; além disso, o dever de reavaliar a prisão a cada 90 dias, previsto no parágrafo único do art. 316 do CPP, foi superado pela prolação da sentença condenatória e ingresso na fase recursal, de modo que não há ilegalidade a ser corrigida via habeas corpus e não se deve permitir recorrer em liberdade.
- Parties
- Recorrente / Paciente / Sentenciado: Douglas Luiz Baraldi; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Paraná; Juízo De Origem Que Negou O Direito De Recorrer Em Liberdade: Juízo de Direito da Vara Criminal da comarca de Marechal Cândido Rondon/PR; Parte Interventora / Opinante: Ministério Público Federal; Subprocurador Geral Da República (manifestante): Alexandre Camanho de Assis
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pela Seção/turma Do STJ
- Outcome
- recurso em habeas corpus improvido / denegada a ordem
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte Ilegal De Arma De Fogo De Uso Restrito, Prisão Preventiva, Direito De Recorrer Em Liberdade, Revisão Nonagesimal Da Prisão (parágrafo Único Do Art. 316 Do Cpp)
Case Brief
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Parties
Douglas Luiz Baraldi
Recorrente / Paciente / Sentenciado
Tribunal de Justiça do Paraná
Autoridade Coatora
Juízo de Direito da Vara Criminal da comarca de Marechal Cândido Rondon/PR
Juízo De Origem Que Negou O Direito De Recorrer Em Liberdade
Ministério Público Federal
Parte Interventora / Opinante
Alexandre Camanho de Assis
Subprocurador Geral Da República (manifestante)
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pela Seção/turma Do STJ
Legal Issues
- 1 manutenção da prisão preventiva e vedação de recorrer em liberdade
- 2 obrigação de revisão periódica da prisão preventiva a cada 90 dias (parágrafo único do art. 316 do CPP)
- 3 eficácia da sentença condenatória para afastar o dever de reavaliação nonagesimal da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao habeas corpus porque a prisão preventiva foi mantida com fundamentação idônea quanto à garantia da ordem pública, à gravidade concreta do delito e ao regime da pena aplicada, permanecendo inalterados os motivos que justificaram a segregação; além disso, o dever de reavaliar a prisão a cada 90 dias, previsto no parágrafo único do art. 316 do CPP, foi superado pela prolação da sentença condenatória e ingresso na fase recursal, de modo que não há ilegalidade a ser corrigida via habeas corpus e não se deve permitir recorrer em liberdade.
Court Disposition
recurso em habeas corpus improvido / denegada a ordem
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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