HC 696705 - DECISAO
Apesar da existência de prova de materialidade e indícios de autoria, a prisão preventiva não se justificou na hipótese concreta, pois a quantidade de drogas apreendida era reduzida e o fato não se revestiu de gravidade excepcional (não houve violência/ameaça), de modo que os registros de atos infracionais não foram suficientes para demonstrar a imprescindibilidade da segregação cautelar; por isso, o relator revogou a prisão preventiva e determinou a aplicação das medidas cautelares do art. 319 do CPP a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: LUCAS KAUE CASTRO DE OLIVEIRA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante aplicação das medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
LUCAS KAUE CASTRO DE OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 Existência de fundamentação idônea para decretação da prisão preventiva (art. 312 do CPP)
- 2 Se a quantidade de drogas apreendida e demais elementos justificam a custódia cautelar por garantia da ordem pública
- 3 Aplicabilidade das medidas cautelares do art. 319 do CPP em substituição à prisão preventiva
Ratio Decidendi
Apesar da existência de prova de materialidade e indícios de autoria, a prisão preventiva não se justificou na hipótese concreta, pois a quantidade de drogas apreendida era reduzida e o fato não se revestiu de gravidade excepcional (não houve violência/ameaça), de modo que os registros de atos infracionais não foram suficientes para demonstrar a imprescindibilidade da segregação cautelar; por isso, o relator revogou a prisão preventiva e determinou a aplicação das medidas cautelares do art. 319 do CPP a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante aplicação das medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente e aplicar as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Comunicar, com urgência, ao Tribunal estadual e ao Juízo de primeiro grau, encaminhando-lhes o inteiro teor da decisão.
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