HC 693188 - DECISAO
Houve ausência de motivação adequada para afastar a causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; a utilização da natureza e da quantidade da droga para afastar a privilegiadora configuraria bis in idem segundo entendimento do STF e do STJ (REsp 1.887.511/SP e RE 666.334/AM), e inquéritos em curso não podem ser considerados maus antecedentes (RE 591.054/SC); assim, reconheceu-se o direito do paciente à consideração da minorante e determinou-se que a dosimetria seja refeita pelo juízo de primeira instância, com motivação adequada e análise da conversão da pena e do regime inicial.
- Parties
- Paciente: ADEMILSON DA COSTA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conhecido do habeas corpus, mas concedida a ordem de ofício para reconhecer o direito ao reconhecimento da causa de diminuição de pena do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 e determinar a readequação da dosimetria pelo juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei N. 11.343/2006), Habeas Corpus, Presunção De Não Culpabilidade, Bis in Idem, Antecedentes Criminais
Case Brief
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Parties
ADEMILSON DA COSTA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 uso da natureza e quantidade da droga em mais de uma fase da dosimetria (bis in idem)
- 3 consideração de inquéritos ou ações penais em curso como maus antecedentes
Ratio Decidendi
Houve ausência de motivação adequada para afastar a causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; a utilização da natureza e da quantidade da droga para afastar a privilegiadora configuraria bis in idem segundo entendimento do STF e do STJ (REsp 1.887.511/SP e RE 666.334/AM), e inquéritos em curso não podem ser considerados maus antecedentes (RE 591.054/SC); assim, reconheceu-se o direito do paciente à consideração da minorante e determinou-se que a dosimetria seja refeita pelo juízo de primeira instância, com motivação adequada e análise da conversão da pena e do regime inicial.
Court Disposition
Não conhecido do habeas corpus, mas concedida a ordem de ofício para reconhecer o direito ao reconhecimento da causa de diminuição de pena do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 e determinar a readequação da dosimetria pelo juízo de primeiro grau.
Orders
- Reconhecer o direito do paciente à consideração da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006.
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que refaça a dosimetria da pena, adequando-a às premissas indicadas e motivando a fração de redução a ser aplicada.
Full Case Text
Judgment text and source record
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