HC 699822 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo de recurso ordinário sem flagrante ilegalidade; no mérito, verificou-se que a construção era considerada abandonada e a hipótese configurava crime permanente, legitimando a busca e apreensão; foram apreendidas quantidade e acondicionamento de entorpecentes indicativos de tráfico, e o paciente é reincidente com maus antecedentes, demonstrando risco de reiteração delitiva e periculosidade. Diante disso, estavam presentes os requisitos do art. 312 do CPP para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, com fundamentação adequada, razão pela qual não se reconheceu constrangimento ilegal e a ordem foi denegada.
- Parties
- Paciente: FERNANDO CESAR SOUZA PIRES; Impetrante: Defensoria Pública do Estado de São Paulo; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Órgão Julgador: Superior Tribunal de Justiça; Ministério Público: Ministério Público Federal; Juiz De Direito (magistrado De Primeiro Grau): Guilherme Lopes Alves Lamas
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Busca Domiciliar, Flagrante, Nulidade De Prova, Medidas Cautelares Alternativas, Crime Permanente, Reincidência
Case Brief
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Parties
FERNANDO CESAR SOUZA PIRES
Paciente
Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal De Origem
Superior Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
Ministério Público Federal
Ministério Público
Guilherme Lopes Alves Lamas
Juiz De Direito (magistrado De Primeiro Grau)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 ilegalidade da busca pessoal e domiciliar
- 2 conversão da prisão em flagrante em preventiva
- 3 ausência de fundamentação da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por ser substitutivo de recurso ordinário sem flagrante ilegalidade; no mérito, verificou-se que a construção era considerada abandonada e a hipótese configurava crime permanente, legitimando a busca e apreensão; foram apreendidas quantidade e acondicionamento de entorpecentes indicativos de tráfico, e o paciente é reincidente com maus antecedentes, demonstrando risco de reiteração delitiva e periculosidade. Diante disso, estavam presentes os requisitos do art. 312 do CPP para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, com fundamentação adequada, razão pela qual não se reconheceu constrangimento ilegal e a ordem foi denegada.
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