HC 860952 - DECISAO
Havendo primariedade e bons antecedentes do paciente e inexistindo prova concreta de que se dedica ou integra organização criminosa, a existência de processo em curso ou registro não definitivo não é fundamento idôneo para afastar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006; ademais, para evitar bis in idem, a mesma circunstância (quantidade/natureza da droga) não deve ser usada em duas fases da dosimetria. Assim, ainda que o habeas corpus não seja via própria, reconheceu-se de ofício a ilegalidade e aplicou-se a minorante no patamar máximo, reduzindo a pena e mantendo-se o regime semiaberto.
- Parties
- Paciente: MARCOS VITOR SANTOS OLIVEIRA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, de ofício, concedo a ordem para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Presunção De Inocência, Bis in Idem
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARCOS VITOR SANTOS OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Possibilidade de aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
- 2 Uso de processos em curso/atos não transitados em julgado como fundamento para afastar o tráfico privilegiado
- 3 Vedação ao bis in idem na dosimetria penal
Ratio Decidendi
Havendo primariedade e bons antecedentes do paciente e inexistindo prova concreta de que se dedica ou integra organização criminosa, a existência de processo em curso ou registro não definitivo não é fundamento idôneo para afastar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006; ademais, para evitar bis in idem, a mesma circunstância (quantidade/natureza da droga) não deve ser usada em duas fases da dosimetria. Assim, ainda que o habeas corpus não seja via própria, reconheceu-se de ofício a ilegalidade e aplicou-se a minorante no patamar máximo, reduzindo a pena e mantendo-se o regime semiaberto.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, de ofício, concedo a ordem para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus como via substitutiva de recurso próprio
- Conceder a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, reduzindo a pena do paciente para 1 ano e 10 meses de reclusão, mantido o regime prisional inicialmente semiaberto, e 200 dias-multa
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment