HC 866714 - DECISAO
Concedeu-se o habeas corpus porque não havia fundadas razões para a abordagem pessoal nem para o ingresso domiciliar; assim, as provas obtidas mediante tais medidas e as delas derivadas são ilícitas, impondo a exclusão dessas provas e a consequente absolvição da paciente quanto ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006.
- Parties
- Paciente: NAIRA ROSANA DE SOUZA; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 March 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Do Habeas Corpus (decisão De Mérito)
- Outcome
- Habeas corpus concedido para reconhecer a ilicitude das provas obtidas mediante a abordagem pessoal e o ingresso domiciliar, bem como as delas derivadas, e absolver a paciente quanto ao delito pelo qual foi condenada (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006).
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Nulidade De Provas, Invasão De Domicílio, Abordagem Policial, Flagrante, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada
Case Brief
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Parties
NAIRA ROSANA DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Do Habeas Corpus (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 ilegalidade das provas obtidas mediante abordagem pessoal sem fundadas razões
- 2 ilegitimidade do ingresso em domicílio sem mandado e sem fundadas razões
- 3 admissibilidade de denúncia anônima como fundamento para busca e ingresso domiciliar
Ratio Decidendi
Concedeu-se o habeas corpus porque não havia fundadas razões para a abordagem pessoal nem para o ingresso domiciliar; assim, as provas obtidas mediante tais medidas e as delas derivadas são ilícitas, impondo a exclusão dessas provas e a consequente absolvição da paciente quanto ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006.
Court Disposition
Habeas corpus concedido para reconhecer a ilicitude das provas obtidas mediante a abordagem pessoal e o ingresso domiciliar, bem como as delas derivadas, e absolver a paciente quanto ao delito pelo qual foi condenada (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006).
Orders
- Comunique-se.
- Publique-se.
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