HC 877952 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário, por regra jurisprudencial, salvo flagrante ilegalidade, a qual não foi demonstrada: reputou-se lícita a busca pessoal e o ingresso domiciliar por existirem fundadas suspeitas (local conhecido pelo tráfico, abordagem motivada pela atitude do paciente, apreensão de drogas e chave da residência). Entretanto, de ofício, concedeu-se a ordem para aplicar o redutor do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) na fração máxima de 2/3, em razão da primariedade, bons antecedentes, ausência de elementos de habitualidade ou integração em organização criminosa e da pequena quantidade de entorpecentes apreendidos,...
- Parties
- Paciente: CLEMENCIO MELGAR AQUINO JUNIOR; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do tráfico privilegiado na fração de 2/3, fixando a reprimenda final do paciente em 1 ano e 8 meses de reclusão e 166 dias-multa, mantido o regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de...
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Invasão De Domicílio, Busca Pessoal, Flagrante Delito, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º), Prescrição Retroativa
Case Brief
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Parties
CLEMENCIO MELGAR AQUINO JUNIOR
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 admissibilidade de habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário
- 2 legalidade de busca pessoal e domiciliar sem mandado em situação de suposto crime permanente
- 3 aplicação e extensão da redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário, por regra jurisprudencial, salvo flagrante ilegalidade, a qual não foi demonstrada: reputou-se lícita a busca pessoal e o ingresso domiciliar por existirem fundadas suspeitas (local conhecido pelo tráfico, abordagem motivada pela atitude do paciente, apreensão de drogas e chave da residência). Entretanto, de ofício, concedeu-se a ordem para aplicar o redutor do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) na fração máxima de 2/3, em razão da primariedade, bons antecedentes, ausência de elementos de habitualidade ou integração em organização criminosa e da pequena quantidade de entorpecentes apreendidos,...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do tráfico privilegiado na fração de 2/3, fixando a reprimenda final do paciente em 1 ano e 8 meses de reclusão e 166 dias-multa, mantido o regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de...
Orders
- Não conheço do habeas corpus
- Concedo a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração de 2/3
Full Case Text
Judgment text and source record
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