HC 854248 - ACORDAO
A Turma entendeu que não há fundamento suficiente nas alegações do agravante para afastar a concessão do habeas corpus: a quantidade da droga foi utilizada na primeira fase da dosimetria e também para fundamentar conclusão sobre dedicação à atividade criminosa, o que configura bis in idem vedado; além disso, não restou comprovado que os pacientes integravam organização criminosa ou se dedicavam habitualmente ao tráfico, sendo evidenciado que atuaram como 'mulas' em atividade eventual, razão pela qual se manteve a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL; Paciente: Rayhelen Antunes; Paciente: Renato Jara Silva; Paciente: Rondinei Magal Castro da Mala; Paciente: Jeferson Cristaldo Niki
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Minorante Prevista No Art. 33, § 4º, Da Lei N. 11.343/2006, Tráfico Privilegiado, Condição De 'mula', Dosimetria
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Agravante
Rayhelen Antunes
Paciente
Renato Jara Silva
Paciente
Rondinei Magal Castro da Mala
Paciente
Jeferson Cristaldo Niki
Paciente
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Se a quantidade de droga apreendida pode, isoladamente, afastar a incidência da minorante
- 3 Caracterização da condição de 'mula' e ausência de integração a organização criminosa
Ratio Decidendi
A Turma entendeu que não há fundamento suficiente nas alegações do agravante para afastar a concessão do habeas corpus: a quantidade da droga foi utilizada na primeira fase da dosimetria e também para fundamentar conclusão sobre dedicação à atividade criminosa, o que configura bis in idem vedado; além disso, não restou comprovado que os pacientes integravam organização criminosa ou se dedicavam habitualmente ao tráfico, sendo evidenciado que atuaram como 'mulas' em atividade eventual, razão pela qual se manteve a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
- Manter a concessão da ordem de habeas corpus para aplicar, em favor dos pacientes, a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
Full Case Text
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