HC 914578 - DECISAO

HC 914578 - DECISAO

A prisão preventiva foi considerada ilegal porque a quantidade de droga apreendida (7,18g de cocaína) é reduzida, o crime não envolveu violência ou grave ameaça, não há indícios de integração em organização criminosa e as fundamentações das instâncias ordinárias foram genéricas quanto ao risco de reiteração; assim, não se demonstrou a imprescindibilidade da custódia cautelar nos termos do art. 312 do CPP, sendo suficiente a substituição por medidas cautelares do art. 319 do CPP.

Parties
Paciente: LUIS CLAUDIO DA CONCEICAO DE ALMEIDA; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Co Réu/indiciado: Vinícius Gabriel da Cruz Rodrigues
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 May 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça, Em Que Se Não Conhece Do Writ E Se Concede Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva
Outcome
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar imposição de medidas cautelares do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Habeas Corpus

Case Brief

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Parties

LUIS CLAUDIO DA CONCEICAO DE ALMEIDA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Órgão Coator

Vinícius Gabriel da Cruz Rodrigues

Co Réu/indiciado

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça, Em Que Se Não Conhece Do Writ E Se Concede Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva

  1. 1 legalidade da prisão preventiva e requisitos do art. 312 do CPP
  2. 2 necessidade de fundamentação concreta e contemporânea para prisão preventiva (Lei n. 13.964/2019)
  3. 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas do art. 319 do CPP

Ratio Decidendi

A prisão preventiva foi considerada ilegal porque a quantidade de droga apreendida (7,18g de cocaína) é reduzida, o crime não envolveu violência ou grave ameaça, não há indícios de integração em organização criminosa e as fundamentações das instâncias ordinárias foram genéricas quanto ao risco de reiteração; assim, não se demonstrou a imprescindibilidade da custódia cautelar nos termos do art. 312 do CPP, sendo suficiente a substituição por medidas cautelares do art. 319 do CPP.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar imposição de medidas cautelares do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.

Orders

  • Não conheço do habeas corpus com base no art. 34, XX, do RISTJ.
  • Concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.