HC 905844 - DECISAO
Considerando que a quantidade de entorpecentes apreendida com o paciente (21 pedras de crack totalizando 4,43 g; 97 pinos de cocaína totalizando 72,18 g; 21 frascos de "loló") não é exacerbada, ausente notícia de integração a organização criminosa e sendo o crime praticado sem violência ou grave ameaça, concluiu-se pela desproporcionalidade e inadequação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, mostrando-se suficientes as medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas cautelares alternativas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: JONATHAN GOMES D E OLIVEIRA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Autoridade Coatora: JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
- Outcome
- Ordem concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares alternativas.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas, Prisão Domiciliar, Habeas Corpus, Fundamentação Da Custódia
Case Brief
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Parties
JONATHAN GOMES D E OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Julgador
JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 legalidade e fundamentação da prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 2 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas (art. 319 CPP)
- 3 necessidade de prova de imprescindibilidade de cuidados parentais para prisão domiciliar
Ratio Decidendi
Considerando que a quantidade de entorpecentes apreendida com o paciente (21 pedras de crack totalizando 4,43 g; 97 pinos de cocaína totalizando 72,18 g; 21 frascos de "loló") não é exacerbada, ausente notícia de integração a organização criminosa e sendo o crime praticado sem violência ou grave ameaça, concluiu-se pela desproporcionalidade e inadequação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, mostrando-se suficientes as medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas cautelares alternativas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Ordem concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares alternativas.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente.
- Aplicar medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem definidas pelo Juiz de primeiro grau.
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