HC 925473 - DECISAO

HC 925473 - DECISAO

Havendo prova nos autos de que a paciente era primária e não havia evidência de integração em organização criminosa, a Corte federal reconheceu que houve constrangimento ilegal quando o Tribunal estadual deixou de aplicar a minorante do art. 33, § 4º, sem especificar quais requisitos não foram preenchidos; por isso aplicou ex officio a redução no teto legal (2/3), fixando a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão e 166 dias-multa, regime inicial aberto e substituição da pena privativa por medidas restritivas de direitos.

Parties
Paciente: ANA CATARINA AMARO BRAZ; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Recorrente: Ministério Público
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 July 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator) No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Habeas corpus não conhecido, todavia ordem concedida ex officio para aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 e consequente redução da pena.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Associação Para O Tráfico (art. 35, Habeas Corpus, Dosimetria Da Pena, Substituição De Pena Por Medidas Restritivas De Direitos

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 3 Authorities cited 18 Party arguments 2 Amounts and remedies 4
Sign in to unlock

Parties

ANA CATARINA AMARO BRAZ

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Órgão Julgador

Ministério Público

Recorrente

Procedural Posture

Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator) No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
  2. 2 Existência de prova suficiente para condenação por associação para o tráfico (art. 35)
  3. 3 Admissibilidade do habeas corpus como substitutivo de recurso especial

Ratio Decidendi

Havendo prova nos autos de que a paciente era primária e não havia evidência de integração em organização criminosa, a Corte federal reconheceu que houve constrangimento ilegal quando o Tribunal estadual deixou de aplicar a minorante do art. 33, § 4º, sem especificar quais requisitos não foram preenchidos; por isso aplicou ex officio a redução no teto legal (2/3), fixando a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão e 166 dias-multa, regime inicial aberto e substituição da pena privativa por medidas restritivas de direitos.

Court Disposition

Habeas corpus não conhecido, todavia ordem concedida ex officio para aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 e consequente redução da pena.

Orders

  • Aplicada a redução do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006) na fração máxima de 2/3
  • Fixadas as penas da paciente em 1 ano e 8 meses de reclusão e 166 dias-multa