HC 912302 - DECISAO
Não conheceu-se o habeas corpus como substitutivo de recurso especial/revisão criminal, mas verificou-se ilegalidade na dosimetria: a instância de origem usou a quantidade de droga e a condição de 'mula' para afastar a minorante do art.33, §4º. Seguindo o entendimento do REsp 1.887.511/SP e jurisprudência do STJ, a quantidade/natureza devem integrar a pena-base e não, isoladamente, impedir o reconhecimento do privilégio; a condição de mula, por si só, também não afasta o benefício. Assim, reduziu-se a pena em 1/6 (art.33, §4º) e manteve-se a majorante do art.40, V, resultando em pena definitiva de 5 anos e 10 meses de reclusão.
- Parties
- Paciente: VALDIVAN BARBOSA EVANGELISTA; Órgão a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS); Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheceu-se do habeas corpus e, entretanto, concedeu-se a ordem de ofício para correção da dosimetria.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Dosimetria, Tráfico Privilegiado (art.33 §4º), Majorante Por Interestadualidade (art.40 V)
Case Brief
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Parties
VALDIVAN BARBOSA EVANGELISTA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS)
Órgão a Quo
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 possibilidade de manejo de habeas corpus como substitutivo de recurso especial/revisão criminal
- 2 incidência do tráfico privilegiado previsto no art.33, §4º da Lei 11.343/2006
- 3 adequada utilização da quantidade e natureza da droga na dosimetria (art.42 Lei 11.343/2006)
Ratio Decidendi
Não conheceu-se o habeas corpus como substitutivo de recurso especial/revisão criminal, mas verificou-se ilegalidade na dosimetria: a instância de origem usou a quantidade de droga e a condição de 'mula' para afastar a minorante do art.33, §4º. Seguindo o entendimento do REsp 1.887.511/SP e jurisprudência do STJ, a quantidade/natureza devem integrar a pena-base e não, isoladamente, impedir o reconhecimento do privilégio; a condição de mula, por si só, também não afasta o benefício. Assim, reduziu-se a pena em 1/6 (art.33, §4º) e manteve-se a majorante do art.40, V, resultando em pena definitiva de 5 anos e 10 meses de reclusão.
Court Disposition
Não conheceu-se do habeas corpus e, entretanto, concedeu-se a ordem de ofício para correção da dosimetria.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus impetrado como substitutivo de recurso especial/revisão criminal.
- Conceder de ofício a ordem para reduzir a pena em 1/6 com fundamento no art.33, §4º da Lei n.11.343/2006 e majorar em 1/6 pela incidência do art.40, V da mesma lei, fixando a pena definitiva em 5 anos e 10 meses de reclusão.
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