HC 924133 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem afastou a minorante do tráfico privilegiado exclusivamente em razão da quantidade de droga apreendida; segundo precedentes da Terceira Seção do STJ, a quantidade/natureza da droga devem, em princípio, integrar a pena-base (art. 42) e não ser pressuposto para o art. 33, § 4º, de modo que o paciente faz jus à incidência da minorante, porém em fração diversa da máxima por conta da grande quantidade de droga que autoriza a modulação da benesse; assim, aplica-se redução de 1/6 da pena, tornando a reprimenda definitiva em 4 anos e 2 meses de reclusão.
- Parties
- Paciente: Eriton Lopes Silva; Autoridade Coatora: 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conhecido o habeas corpus quanto à pretensão geral de desconstituição da condenação transitada em julgado; concedida, entretanto, de ofício a ordem para reconhecer a incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 na fração de 1/6 e reduzir a pena para 4 anos e 2 meses de reclusão, mantendo-se, no...
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Habeas Corpus, Revisão Criminal
Case Brief
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Parties
Eriton Lopes Silva
Paciente
3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 incidência da minorante do tráfico privilegiado prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
- 2 uso da quantidade de droga na fixação da pena-base (art. 42 da Lei 11.343/2006) versus requisito para afastamento do tráfico privilegiado
- 3 admissibilidade do habeas corpus como substituto de revisão criminal
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem afastou a minorante do tráfico privilegiado exclusivamente em razão da quantidade de droga apreendida; segundo precedentes da Terceira Seção do STJ, a quantidade/natureza da droga devem, em princípio, integrar a pena-base (art. 42) e não ser pressuposto para o art. 33, § 4º, de modo que o paciente faz jus à incidência da minorante, porém em fração diversa da máxima por conta da grande quantidade de droga que autoriza a modulação da benesse; assim, aplica-se redução de 1/6 da pena, tornando a reprimenda definitiva em 4 anos e 2 meses de reclusão.
Court Disposition
Não conhecido o habeas corpus quanto à pretensão geral de desconstituição da condenação transitada em julgado; concedida, entretanto, de ofício a ordem para reconhecer a incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 na fração de 1/6 e reduzir a pena para 4 anos e 2 meses de reclusão, mantendo-se, no...
Orders
- Habeas corpus não conhecido quanto ao manejo como substitutivo de revisão criminal
- Concedida de ofício a ordem para reconhecer a incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 em fração de 1/6
Full Case Text
Judgment text and source record
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