HC 784287 - DECISAO
Não conheci do habeas corpus na via substitutiva de recurso, mas concedi a ordem de ofício por flagrante ilegalidade, na medida em que o acórdão do Tribunal de origem afastou a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 com base exclusivamente na quantidade expressiva da droga, fundamento que, segundo a jurisprudência desta Corte, é inidôneo para impedir o reconhecimento do privilégio. Aplicou-se a fração mínima de redução (1/6), recalculando-se a pena em 04 anos e 2 meses de reclusão e 167 dias-multa, a ser cumprida em regime semiaberto, com comunicações urgentes ao Tribunal de origem e ao Juízo singular.
- Parties
- Paciente: ALCIDES ROBERTO DE OLIVEIRA TOLENTINO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Da Terceira Seção (conhecimento E Mérito)
- Outcome
- Não conheço do presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício a ALCIDES ROBERTO DE OLIVEIRA TOLENTINO para recalcular a pena relativa ao delito do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, estabelecendo-a em 04 anos e 2 meses de reclusão e 167 dias-multa, a ser cumprida no regime semiaberto.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria, Habeas Corpus, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Tráfico Privilegiado
Case Brief
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Parties
ALCIDES ROBERTO DE OLIVEIRA TOLENTINO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Da Terceira Seção (conhecimento E Mérito)
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio ou revisão criminal
- 2 incidência da causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
- 3 valoração da quantidade de droga na dosimetria e na aplicação do privilégio do § 4º
Ratio Decidendi
Não conheci do habeas corpus na via substitutiva de recurso, mas concedi a ordem de ofício por flagrante ilegalidade, na medida em que o acórdão do Tribunal de origem afastou a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 com base exclusivamente na quantidade expressiva da droga, fundamento que, segundo a jurisprudência desta Corte, é inidôneo para impedir o reconhecimento do privilégio. Aplicou-se a fração mínima de redução (1/6), recalculando-se a pena em 04 anos e 2 meses de reclusão e 167 dias-multa, a ser cumprida em regime semiaberto, com comunicações urgentes ao Tribunal de origem e ao Juízo singular.
Court Disposition
Não conheço do presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício a ALCIDES ROBERTO DE OLIVEIRA TOLENTINO para recalcular a pena relativa ao delito do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, estabelecendo-a em 04 anos e 2 meses de reclusão e 167 dias-multa, a ser cumprida no regime semiaberto.
Orders
- Recalcular a pena relativa ao delito do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, estabelecendo-a em 04 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão
- Fixar a pena acessória em 167 (cento e sessenta e sete) dias-multa
Full Case Text
Judgment text and source record
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