HC 948435 - DECISAO
Houve ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem utilizou a expressiva quantidade de droga na fixação da pena-base e, simultaneamente, para afastar o benefício do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. À luz do REsp 1.887.511/SP e da jurisprudência posterior, a quantidade não pode ser pressuposto para excluir automaticamente a minorante quando já utilizada na primeira fase da dosimetria. Ademais, a condição de transportador ('mula') não impede, por si só, o reconhecimento do privilégio, justificando-se, no caso, a aplicação da fração de 1/6. Assim, manteve-se a dosimetria até a terceira fase, aplicou-se a redução de 1/6 prevista no art. 33, § 4º, majorou-se em 1/6 por causa de...
- Parties
- Paciente: FLAVIO DE SOUZA MACARIO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Liminar indeferida; ordem concedida de ofício para aplicação parcial do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) na fração de 1/6, majorada em 1/6 por causa de aumento (art. 40, V), fixando-se a pena definitiva em 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão; regime fechado mantido.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006), Quantidade De Droga Na Dosimetria, Condição De Mula, Revisão Criminal, Uso Do Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
FLAVIO DE SOUZA MACARIO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Incidência do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 diante da quantidade de droga apreendida
- 2 Possibilidade de uso da quantidade/natureza da droga na fixação da pena-base (art. 42 Lei 11.343/2006) e incompatibilidade de utilizá-la novamente para afastar a minorante
- 3 Se a condição de 'mula' por si só impede o reconhecimento do tráfico privilegiado
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem utilizou a expressiva quantidade de droga na fixação da pena-base e, simultaneamente, para afastar o benefício do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. À luz do REsp 1.887.511/SP e da jurisprudência posterior, a quantidade não pode ser pressuposto para excluir automaticamente a minorante quando já utilizada na primeira fase da dosimetria. Ademais, a condição de transportador ('mula') não impede, por si só, o reconhecimento do privilégio, justificando-se, no caso, a aplicação da fração de 1/6. Assim, manteve-se a dosimetria até a terceira fase, aplicou-se a redução de 1/6 prevista no art. 33, § 4º, majorou-se em 1/6 por causa de...
Court Disposition
Liminar indeferida; ordem concedida de ofício para aplicação parcial do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) na fração de 1/6, majorada em 1/6 por causa de aumento (art. 40, V), fixando-se a pena definitiva em 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão; regime fechado mantido.
Orders
- Liminar indeferida.
- Ordem concedida de ofício para reduzir a pena em 1/6 nos termos do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e recalcular a pena, resultando em 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão.
Full Case Text
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