HC 933982 - DECISAO
Concluiu-se que a busca pessoal foi ilegal por ausência de fundada suspeita e que o acesso às informações do celular do paciente foi realizado sem autorização judicial ou registro de consentimento, tornando ilícitas as provas obtidas e suas derivadas; como a condenação apoiou-se nessas provas, impõe-se reconhecer sua nulidade e, por consequência, absolver o paciente nos termos do art. 386, II, do CPP, o que justificou a concessão da ordem de ofício apesar do não conhecimento do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: JOSÉ SIDNEI DE OLIVEIRA SOUZA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conheço Do Habeas Corpus; Concessão Da Ordem De Ofício (decisão De Mérito)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Concedo, todavia, a ordem de ofício para reconhecer a nulidade das provas da Ação Penal nº 0088448-71.2015.8.26.0050 derivadas das medidas de busca pessoal do paciente e acesso ao seu aparelho celular, absolvendo, como consequência, o paciente da prática do crime do art. 33, §1º, da Lei...
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Busca Pessoal, Provas Ilícitas, Acesso a Aparelho Celular, Habeas Corpus, Nulidade De Provas, Absolvição, Fundada Suspeita
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JOSÉ SIDNEI DE OLIVEIRA SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conheço Do Habeas Corpus; Concessão Da Ordem De Ofício (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 ilegalidade da busca pessoal por ausência de fundada suspeita
- 2 ilegalidade do acesso ao aparelho celular sem autorização judicial ou consentimento registrado
- 3 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a busca pessoal foi ilegal por ausência de fundada suspeita e que o acesso às informações do celular do paciente foi realizado sem autorização judicial ou registro de consentimento, tornando ilícitas as provas obtidas e suas derivadas; como a condenação apoiou-se nessas provas, impõe-se reconhecer sua nulidade e, por consequência, absolver o paciente nos termos do art. 386, II, do CPP, o que justificou a concessão da ordem de ofício apesar do não conhecimento do habeas corpus.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Concedo, todavia, a ordem de ofício para reconhecer a nulidade das provas da Ação Penal nº 0088448-71.2015.8.26.0050 derivadas das medidas de busca pessoal do paciente e acesso ao seu aparelho celular, absolvendo, como consequência, o paciente da prática do crime do art. 33, §1º, da Lei...
Orders
- Reconhecer a nulidade das provas da Ação Penal nº 0088448-71.2015.8.26.0050 derivadas das medidas de busca pessoal e do acesso ao aparelho celular do paciente
- Absolver o paciente da prática do crime do art. 33, §1º, da Lei n. 11.343/2006, com fulcro no art. 386, II, do Código de Processo Penal
Full Case Text
Judgment text and source record
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