HC 950032 - DECISAO
Embora o habeas corpus tenha sido impetrado quando ainda pendente o prazo recursal (tornando-o, em regra, incognoscível), o Tribunal verificou ilegalidade flagrante na dosimetria: a quantidade de droga apreendida não foi considerada na fixação da pena-base e foi utilizada, de forma a afastar o benefício do art.33, §4º, da Lei 11.343/2006. Assim, oficiou-se reconhecendo o tráfico privilegiado na fração de 1/3, reduzindo a pena para 2 anos e 11 meses, estabelecendo regime aberto e substituição por penas restritivas de direitos, sem acolher a nulidade da prova por busca ilegal.
- Parties
- Paciente: IVAN KARIM SAAD DE CARVALHO CIPOLAT; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 0001383-06.2022.8.26.0628)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (superior Tribunal De Justiça)
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Busca E Apreensão, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Da Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Reexame Fático
Case Brief
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Parties
IVAN KARIM SAAD DE CARVALHO CIPOLAT
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 0001383-06.2022.8.26.0628)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (superior Tribunal De Justiça)
Legal Issues
- 1 ilegalidade da busca pessoal e nulidade da prova
- 2 possibilidade de reconhecimento do tráfico privilegiado (art. 33, §4º da Lei 11.343/2006)
- 3 uso indevido da quantidade de droga na dosimetria (transferência para terceira fase)
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus tenha sido impetrado quando ainda pendente o prazo recursal (tornando-o, em regra, incognoscível), o Tribunal verificou ilegalidade flagrante na dosimetria: a quantidade de droga apreendida não foi considerada na fixação da pena-base e foi utilizada, de forma a afastar o benefício do art.33, §4º, da Lei 11.343/2006. Assim, oficiou-se reconhecendo o tráfico privilegiado na fração de 1/3, reduzindo a pena para 2 anos e 11 meses, estabelecendo regime aberto e substituição por penas restritivas de direitos, sem acolher a nulidade da prova por busca ilegal.
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