HC 712870 - DECISAO

HC 712870 - DECISAO

O Superior Tribunal de Justiça concluiu não haver flagrante ilegalidade nas buscas pessoais e domiciliar nem na eventual confissão informal, tampouco na suficiência probatória para manutenção da condenação por tráfico; rejeitou a aplicação do princípio da insignificância. Contudo, verificou flagrante ilegalidade na negativa, pelas instâncias ordinárias, quanto à incidência da minorante do tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/2006) e no regime inicial fechado fixado. Assim, aplicou-se a causa de diminuição do §4º do art.33 no grau máximo (2/3), reduzindo a pena definitiva para 1 ano e 8 meses de reclusão e 167 dias-multa, fixou-se o regime inicial aberto (art.33, §2º, "c", CP) e...

Parties
Paciente: AQUILEAS EURIPIDIS CARVALHO BELLOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
06 November 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (relator)
Outcome
Habeas corpus não conhecido na sua integralidade, mas ordem concedida parcialmente de ofício para reconhecer tráfico privilegiado, reduzir a pena definitiva e adequar o regime e a substituição da pena.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Busca Pessoal E Busca Domiciliar, Confissão Informal / Aviso De Miranda, Princípio Da Insignificância, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial De Cumprimento, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos

Case Brief

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Parties

AQUILEAS EURIPIDIS CARVALHO BELLOS

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (relator)

  1. 1 ilegalidade da busca pessoal e domiciliar
  2. 2 licitidade de confissão informal sem aviso de Miranda
  3. 3 insuficiência de provas/desclassificação para uso próprio (art. 28 Lei 11.343/06)

Ratio Decidendi

O Superior Tribunal de Justiça concluiu não haver flagrante ilegalidade nas buscas pessoais e domiciliar nem na eventual confissão informal, tampouco na suficiência probatória para manutenção da condenação por tráfico; rejeitou a aplicação do princípio da insignificância. Contudo, verificou flagrante ilegalidade na negativa, pelas instâncias ordinárias, quanto à incidência da minorante do tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/2006) e no regime inicial fechado fixado. Assim, aplicou-se a causa de diminuição do §4º do art.33 no grau máximo (2/3), reduzindo a pena definitiva para 1 ano e 8 meses de reclusão e 167 dias-multa, fixou-se o regime inicial aberto (art.33, §2º, "c", CP) e...

Court Disposition

Habeas corpus não conhecido na sua integralidade, mas ordem concedida parcialmente de ofício para reconhecer tráfico privilegiado, reduzir a pena definitiva e adequar o regime e a substituição da pena.

Orders

  • Ordem parcialmente concedida de ofício para aplicar a minorante do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei n. 11.343/2006) e reduzir a pena definitiva para 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão e 167 (cento e sessenta e sete) dias-multa
  • Fixação do regime inicial aberto, na forma do art. 33, §2º, "c", do Código Penal