AREsp 2737632 - DECISAO

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Concluiu-se que, apesar da materialidade (termo de apreensão e laudo confirmando 10 porções de maconha pesando 15,05g) e dos depoimentos policiais, não há elementos inequívocos que comprovem o exercício da traficância no momento da prisão; a confissão informal e a quantidade apreendida isoladamente não são suficientes para sustentar a condenação por tráfico. Diante da fragilidade probatória e da compatibilidade da quantidade com uso pessoal, aplica-se o in dubio pro reo, impondo-se a desclassificação da conduta para o art. 28 da Lei 11.343/2006, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, "c", do RISTJ.

Parties
Agravante/recorrente: IDALÉIA ALVES DA SILVA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Acre; Interveniente: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 November 2024
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Agravo Para Desclassificação
Outcome
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para desclassificar a conduta da recorrente para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Desclassificação, Porte Para Consumo Pessoal, Confissão Informal, Prova Testemunhal De Policiais, Princípio in Dubio Pro Reo

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Parties

IDALÉIA ALVES DA SILVA

Agravante/recorrente

Tribunal de Justiça do Estado do Acre

Recorrido

Ministério Público Federal

Interveniente

Procedural Posture

Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Agravo Para Desclassificação

  1. 1 Desclassificação do crime de tráfico (art. 33) para posse/porte para consumo pessoal (art. 28)
  2. 2 Valor probante do depoimento de policiais
  3. 3 Eficácia de confissão informal para embasar condenação

Ratio Decidendi

Concluiu-se que, apesar da materialidade (termo de apreensão e laudo confirmando 10 porções de maconha pesando 15,05g) e dos depoimentos policiais, não há elementos inequívocos que comprovem o exercício da traficância no momento da prisão; a confissão informal e a quantidade apreendida isoladamente não são suficientes para sustentar a condenação por tráfico. Diante da fragilidade probatória e da compatibilidade da quantidade com uso pessoal, aplica-se o in dubio pro reo, impondo-se a desclassificação da conduta para o art. 28 da Lei 11.343/2006, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, "c", do RISTJ.

Court Disposition

Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para desclassificar a conduta da recorrente para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006.

Orders

  • Conhecer do agravo interposto
  • Dar provimento ao recurso especial