HC 928164 - DECISAO
Embora o habeas corpus não possa substituir revisão criminal de condenação com trânsito em julgado, houve constrangimento ilegal na modulação da fração de diminuição aplicada pelo reconhecimento do tráfico privilegiado, porque a Corte de origem adotou a fração mínima (1/6) sem fundamentação suficiente e tendo considerado a natureza e quantidade das drogas na primeira fase (art. 42), razão pela qual o paciente faz jus à fração máxima de diminuição (2/3) prevista no art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; assim, partindo da pena-base fixada em 6 anos e 6 meses e 650 dias-multa, reduziu-se em 2/3, fixando a pena definitiva em 2 anos e 2 meses de reclusão e 216 dias-multa, com regime inicial...
- Parties
- Paciente: ALEX SILVA DOS SANTOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (Apelação n. 0740177-77.2013.8.02.0001); Ministério Público: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Ordem Concedida
- Outcome
- Ordem concedida nos termos do dispositivo.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ALEX SILVA DOS SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (Apelação n. 0740177-77.2013.8.02.0001)
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Ministério Público
Procedural Posture
Habeas Corpus / Ordem Concedida
Legal Issues
- 1 possibilidade de modulação da fração de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 fundamentação da fixação da pena-base perante art. 42 da Lei n. 11.343/2006
- 3 admissibilidade de habeas corpus para revisar decisão com trânsito em julgado quando há constrangimento ilegal na dosimetria
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não possa substituir revisão criminal de condenação com trânsito em julgado, houve constrangimento ilegal na modulação da fração de diminuição aplicada pelo reconhecimento do tráfico privilegiado, porque a Corte de origem adotou a fração mínima (1/6) sem fundamentação suficiente e tendo considerado a natureza e quantidade das drogas na primeira fase (art. 42), razão pela qual o paciente faz jus à fração máxima de diminuição (2/3) prevista no art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; assim, partindo da pena-base fixada em 6 anos e 6 meses e 650 dias-multa, reduziu-se em 2/3, fixando a pena definitiva em 2 anos e 2 meses de reclusão e 216 dias-multa, com regime inicial...
Court Disposition
Ordem concedida nos termos do dispositivo.
Orders
- Fixar a pena do paciente em 2 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 216 dias-multa.
- Comunique-se com urgência.
Full Case Text
Judgment text and source record
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