HC 963095 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso; não se configurou cerceamento de defesa, pois o indeferimento da oitiva foi fundamentado nos termos do art.400, §1º do CPP por irrelevância da testemunha; a desclassificação para porte exigiria reexame fático-probatório inadmissível na via eleita; contudo, a Corte local não ofereceu fundamentação suficiente para excluir a minorante do art.33, §4º, diante da primariedade e dos bons antecedentes do réu e da ausência de prova concreta de dedicação ao tráfico ou integração em organização criminosa, razão pela qual, de ofício, foram decotados os maus antecedentes e aplicada a redução máxima de 2/3, fixando-se a pena em 1 ano e 10...
- Parties
- Paciente: FERNANDO CAZAROTO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal 1506117-60.2023.8.26.0572); Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (juízo De Admissibilidade E Mérito)
- Outcome
- Não conheço do mandamus; concedo a ordem de ofício para decotar os maus antecedentes, reconhecer o tráfico privilegiado e redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Cerceamento De Defesa, Desclassificação Para Porte Para Consumo
Case Brief
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Parties
FERNANDO CAZAROTO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal 1506117-60.2023.8.26.0572)
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (juízo De Admissibilidade E Mérito)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus como sucedâneo de recurso
- 2 indeferimento de prova (oitiva) e alegado cerceamento de defesa
- 3 possibilidade de desclassificação para porte para consumo próprio (art. 28 Lei 11.343/2006)
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso; não se configurou cerceamento de defesa, pois o indeferimento da oitiva foi fundamentado nos termos do art.400, §1º do CPP por irrelevância da testemunha; a desclassificação para porte exigiria reexame fático-probatório inadmissível na via eleita; contudo, a Corte local não ofereceu fundamentação suficiente para excluir a minorante do art.33, §4º, diante da primariedade e dos bons antecedentes do réu e da ausência de prova concreta de dedicação ao tráfico ou integração em organização criminosa, razão pela qual, de ofício, foram decotados os maus antecedentes e aplicada a redução máxima de 2/3, fixando-se a pena em 1 ano e 10...
Court Disposition
Não conheço do mandamus; concedo a ordem de ofício para decotar os maus antecedentes, reconhecer o tráfico privilegiado e redimensionar a pena.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para decotar os maus antecedentes e reconhecer o tráfico privilegiado, redimensionando a pena para 1 ano e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto.
Full Case Text
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