HC 961029 - DECISAO
Concluiu-se que a única ação imputada ao paciente foi solicitar que sua companheira introduzisse droga no presídio, e que a substância foi interceptada antes de qualquer entrega ao destinatário; portanto o iter criminis não se iniciou e a conduta é atípica (mero ato preparatório), justificando absolvição nos termos do art. 386, III, do Código de Processo Penal, motivo pelo qual, apesar de não conhecer formalmente do habeas corpus substitutivo, a ordem foi concedida de ofício para absolver o paciente.
- Parties
- Paciente: GILIARD DOS SANTOS VIEIRA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Parte Com Parecer: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Denunciada: KETELIN CAROLINE GODOY MOLLICA; Denunciada: JULIANA PEREIRA DOS SANTOS; Denunciado: BRUNO FÉLIX DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento E, Todavia, Concessão Da Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para absolver o paciente, nos termos do art. 386, III, do Código de Processo Penal.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Revisão Criminal, Atipicidade, Iter Criminis, Mera Solicitação
Case Brief
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Parties
GILIARD DOS SANTOS VIEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Julgador
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Parte Com Parecer
KETELIN CAROLINE GODOY MOLLICA
Denunciada
JULIANA PEREIRA DOS SANTOS
Denunciada
BRUNO FÉLIX DA SILVA
Denunciado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento E, Todavia, Concessão Da Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 Se a solicitação de droga por detento, sem a efetiva entrega da substância no estabelecimento prisional, configura crime de tráfico de drogas
- 2 Se a interceptação da droga antes da entrega impede o início do iter criminis e torna a conduta atípica
- 3 Se o habeas corpus substitutivo de recurso próprio deveria ser conhecido ou não
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a única ação imputada ao paciente foi solicitar que sua companheira introduzisse droga no presídio, e que a substância foi interceptada antes de qualquer entrega ao destinatário; portanto o iter criminis não se iniciou e a conduta é atípica (mero ato preparatório), justificando absolvição nos termos do art. 386, III, do Código de Processo Penal, motivo pelo qual, apesar de não conhecer formalmente do habeas corpus substitutivo, a ordem foi concedida de ofício para absolver o paciente.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para absolver o paciente, nos termos do art. 386, III, do Código de Processo Penal.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem, de ofício, para absolver o paciente, nos termos do art. 386, III, do Código de Processo Penal.
Full Case Text
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