HC 969836 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por regra geral, mas, verificando flagrante ilegalidade no acórdão a quo, concedeu-se a ordem de ofício para restabelecer a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 em 2/3, por entender que a quantidade e a natureza dos entorpecentes, isoladamente, não são suficientes para afastar o redutor e que a valoração das mesmas circunstâncias na primeira e na terceira fase da dosimetria configuraria bis in idem; portanto, restabeleceu-se a sentença que concedera o privilégio, redimensionando a pena do paciente para 01 ano e 08 meses de reclusão, em regime semiaberto, e 166 dias-multa.
- Parties
- Paciente: LUCAS MESSIAS ARAUJO OLIVEIRA ROSA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Acusação: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (ordem Concedida)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido na via ordinária, mas ordem concedida de ofício para restabelecer a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 e redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Bis in Idem, Regime Prisional, Substituição Por Penas Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
LUCAS MESSIAS ARAUJO OLIVEIRA ROSA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador
Ministério Público
Acusação
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (ordem Concedida)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de habeas corpus substitutivo de recurso previsto (necessidade de flagrante ilegalidade)
- 2 Se a quantidade e a natureza da droga, isoladamente, podem afastar a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006
- 3 Se utilizar a quantidade/natureza da droga na primeira e na terceira fase da dosimetria configura bis in idem
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por regra geral, mas, verificando flagrante ilegalidade no acórdão a quo, concedeu-se a ordem de ofício para restabelecer a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 em 2/3, por entender que a quantidade e a natureza dos entorpecentes, isoladamente, não são suficientes para afastar o redutor e que a valoração das mesmas circunstâncias na primeira e na terceira fase da dosimetria configuraria bis in idem; portanto, restabeleceu-se a sentença que concedera o privilégio, redimensionando a pena do paciente para 01 ano e 08 meses de reclusão, em regime semiaberto, e 166 dias-multa.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido na via ordinária, mas ordem concedida de ofício para restabelecer a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 e redimensionar a pena.
Orders
- Restabelecer a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 em 2/3
- Redimensionar a pena para 01 ano e 08 meses de reclusão, em regime semiaberto
Full Case Text
Judgment text and source record
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