AREsp 2605615 - ACORDAO
O acórdão manteve que a modificação da tipificação para o art. 33, §1º, III, da Lei 11.343/06 foi adequada por emendatio libelli diante das provas de que o recorrente cedia imóveis ao tráfico; não houve bis in idem porque os crimes de tráfico e associação são autônomos; não se reconheceu nulidade do interrogatório por ausência de demonstração de prejuízo e de oposição em momento oportuno; a pretensão de reformar a valoração probatória exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ; e a fixação de regime mais gravoso está justificada pela reincidência do réu (art. 33, §2º, b, CP).
- Parties
- Recorrente / Apelante: Marcus Tullius Cícero Cintra Bezerra; Corréu: Pedro Henrique Ribeiro dos Santos; Corréu: Daniel Cardoso do Nascimento; Corréu: Andressa Bezerra de Morais; Corréu: Igor Felipe de Araújo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Conhecimento Do Agravo E Conhecimento Parcial Do Recurso Especial, Com Negativa De Provimento
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Emendatio Libelli, Bis in Idem, Nulidade Do Interrogatório, Regime Prisional, Reincidência, Preclusão, Súmula 7 Do STJ, Súmula 83 Do STJ
Case Brief
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Parties
Marcus Tullius Cícero Cintra Bezerra
Recorrente / Apelante
Pedro Henrique Ribeiro dos Santos
Corréu
Daniel Cardoso do Nascimento
Corréu
Andressa Bezerra de Morais
Corréu
Igor Felipe de Araújo
Corréu
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Conhecimento Do Agravo E Conhecimento Parcial Do Recurso Especial, Com Negativa De Provimento
Legal Issues
- 1 Se houve alteração indevida da tipificação penal violando o princípio da correlação e gerando bis in idem
- 2 Se há nulidade do interrogatório e cerceamento de defesa por inversão da ordem das oitivas
- 3 Se a análise das provas pode ser revisitada sem reexame fático-probatório
Ratio Decidendi
O acórdão manteve que a modificação da tipificação para o art. 33, §1º, III, da Lei 11.343/06 foi adequada por emendatio libelli diante das provas de que o recorrente cedia imóveis ao tráfico; não houve bis in idem porque os crimes de tráfico e associação são autônomos; não se reconheceu nulidade do interrogatório por ausência de demonstração de prejuízo e de oposição em momento oportuno; a pretensão de reformar a valoração probatória exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ; e a fixação de regime mais gravoso está justificada pela reincidência do réu (art. 33, §2º, b, CP).
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