REsp 2110057 - DECISAO

REsp 2110057 - DECISAO

O recurso especial não foi conhecido quanto à tese de ilicitude por falta de prequestionamento, pois a matéria não foi enfrentada pelo Tribunal a quo e foi considerada arguida inoportunamente; entretanto, verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria: a exasperação da pena-base pela vetorial natureza/quantidade das drogas não estava justificada, motivo pelo qual o relator, de ofício e com fundamento em precedentes e no art. 932, III, do CPC, reduziu a pena para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, mantendo o regime inicial fechado em razão da reincidência e do quantum aplicado, e mantidas as demais cominações do acórdão recorrido.

Parties
Recorrente: DIOGO VITOR SANTOS DA COSTA; Respondente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 February 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Outcome
Não conhecido o recurso especial por falta de prequestionamento; de ofício, reduzida a pena para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa; mantido regime inicial fechado e demais cominações do acórdão recorrido.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Prova Ilícita, Violação De Domicílio, Prequestionamento, Habeas Corpus De Ofício

Case Brief

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Parties

DIOGO VITOR SANTOS DA COSTA

Recorrente

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Respondente

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (decisão)

  1. 1 prequestionamento da tese de ilicitude de prova por violação de domicílio (arts. 157 e 240 do CPP)
  2. 2 ilegalidade na dosimetria da pena por exasperação indevida da pena-base com fundamento em natureza/quantidade das drogas
  3. 3 aplicação do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 e do art. 33, §2º do CP (regime)

Ratio Decidendi

O recurso especial não foi conhecido quanto à tese de ilicitude por falta de prequestionamento, pois a matéria não foi enfrentada pelo Tribunal a quo e foi considerada arguida inoportunamente; entretanto, verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria: a exasperação da pena-base pela vetorial natureza/quantidade das drogas não estava justificada, motivo pelo qual o relator, de ofício e com fundamento em precedentes e no art. 932, III, do CPC, reduziu a pena para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, mantendo o regime inicial fechado em razão da reincidência e do quantum aplicado, e mantidas as demais cominações do acórdão recorrido.

Court Disposition

Não conhecido o recurso especial por falta de prequestionamento; de ofício, reduzida a pena para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa; mantido regime inicial fechado e demais cominações do acórdão recorrido.

Orders

  • Não conheço do recurso especial
  • De ofício, reduzo a reprimenda para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa