HC 977082 - DECISAO
Ainda que o habeas corpus substitutivo de recurso próprio seja incabível em regra, verificou-se flagrante ilegalidade na manutenção da condenação por tráfico (art. 33), pois as instâncias não demonstraram de forma inequívoca a propriedade das 124 'petecas' apreendidas; subsiste dúvida razoável sobre a autoria e a destinação mercantil das drogas, restando comprovada apenas a posse de uma porção de 1,6g compatível com uso pessoal. Assim, por aplicação do in dubio pro reo e sem necessidade de reexaminar prova, concedeu-se ordem para restabelecer a decisão de primeiro grau que desclassificou para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006.
- Parties
- Paciente: GABRIEL MACHADO ALMEIDA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para restabelecer a decisão de primeiro grau que desclassificou a conduta para o art. 28 da Lei n. 11.343/06 (porte para uso pessoal).
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte De Drogas Para Uso Pessoal, Habeas Corpus, In Dubio Pro Reo, Reclassificação De Tipo Penal
Case Brief
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Parties
GABRIEL MACHADO ALMEIDA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso ordinariamente cabível
- 2 suficiência de provas para subsunção ao art. 33 da Lei 11.343/2006 vs art. 28 da Lei 11.343/2006
- 3 possibilidade de reapreciação jurídica da classificação penal sem reexame probatório
Ratio Decidendi
Ainda que o habeas corpus substitutivo de recurso próprio seja incabível em regra, verificou-se flagrante ilegalidade na manutenção da condenação por tráfico (art. 33), pois as instâncias não demonstraram de forma inequívoca a propriedade das 124 'petecas' apreendidas; subsiste dúvida razoável sobre a autoria e a destinação mercantil das drogas, restando comprovada apenas a posse de uma porção de 1,6g compatível com uso pessoal. Assim, por aplicação do in dubio pro reo e sem necessidade de reexaminar prova, concedeu-se ordem para restabelecer a decisão de primeiro grau que desclassificou para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para restabelecer a decisão de primeiro grau que desclassificou a conduta para o art. 28 da Lei n. 11.343/06 (porte para uso pessoal).
Orders
- Restabelecer a decisão de primeiro grau que desclassificou a conduta para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006
- Publique-se
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