AREsp 2328770 - DECISAO
Conheceu‑se do agravo e, no exame do recurso especial, concluiu‑se que a condenação pelo crime de integrar organização criminosa deve ser mantida em razão das provas individualizadas (filmagens, depoimentos policiais, relatórios de investigação e elementos extraídos de aparelhos celulares) que comprovam a participação do recorrente na facção denominada "Chelsea", mas que não há prova suficiente da materialidade do crime de tráfico de entorpecentes em relação ao recorrente (não foi demonstrada apreensão ou vínculo direto do acusado com as drogas apreendidas com corréu), razão pela qual se deu provimento parcial para absolvê‑lo do crime de tráfico e manter a condenação pela organização...
- Parties
- Recorrente: LUIS FERNANDO DE SOUZA; Corréu: YAN MANOEL DE OLIVEIRA DA SILVA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo E Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo conhecido em parte e recurso especial parcialmente provido: absolvê‑se o recorrente do crime de tráfico de entorpecentes; manter‑se a condenação por integrar organização criminosa; pena total ajustada para 5 anos e 10 meses de reclusão, regime inicial fechado.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Integração Em Organização Criminosa, Inépcia Da Denúncia, Materialidade Da Prova, Dosimetria, Regime Prisional
Case Brief
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Parties
LUIS FERNANDO DE SOUZA
Recorrente
YAN MANOEL DE OLIVEIRA DA SILVA
Corréu
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo E Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 ofensa aos arts. 41, 158 e 386, incisos II, V e VII, do CPP
- 2 ofensa ao art. 2º, §§ 2º e 4º, I, da Lei n. 12.850/2013
- 3 necessidade de apreensão para demonstração de materialidade do crime de tráfico de drogas
Ratio Decidendi
Conheceu‑se do agravo e, no exame do recurso especial, concluiu‑se que a condenação pelo crime de integrar organização criminosa deve ser mantida em razão das provas individualizadas (filmagens, depoimentos policiais, relatórios de investigação e elementos extraídos de aparelhos celulares) que comprovam a participação do recorrente na facção denominada "Chelsea", mas que não há prova suficiente da materialidade do crime de tráfico de entorpecentes em relação ao recorrente (não foi demonstrada apreensão ou vínculo direto do acusado com as drogas apreendidas com corréu), razão pela qual se deu provimento parcial para absolvê‑lo do crime de tráfico e manter a condenação pela organização...
Court Disposition
Agravo conhecido em parte e recurso especial parcialmente provido: absolvê‑se o recorrente do crime de tráfico de entorpecentes; manter‑se a condenação por integrar organização criminosa; pena total ajustada para 5 anos e 10 meses de reclusão, regime inicial fechado.
Orders
- Absolver o recorrente do crime de tráfico de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006)
- Manter a condenação pelo crime de integrar organização criminosa (art. 2º, §§ 2º e 4º, I, da Lei n. 12.850/2013)
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