REsp 2142662 - DECISAO
O STJ entendeu que, no caso concreto, não houve nulidade das provas decorrente da busca pessoal realizada pelas guardas municipais, diante das denúncias anônimas e dos elementos fáticos descritos pelo TJ, mas reconheceu que o acórdão de origem utilizou fundamentos inidôneos (como a existência de outras ações penais em curso) para afastar o benefício do tráfico privilegiado; aplicou-se o redutor máximo do art. 33, §4º (2/3) e, com fundamento na Súmula 568 do STJ, a pena foi fixada em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 166 dias-multa, substituída por duas restritivas de direitos a serem fixadas pelo juízo de origem.
- Parties
- Recorrente: GILZA MARIA MARTINS DE PINTO; Oponente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, dou-lhe provimento para fixar a pena final da recorrente em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 166 dias-multa, com substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Busca Pessoal, Prisão Em Flagrante, Guardas Municipais, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º), Prova Ilícita, Dosimetria
Case Brief
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Parties
GILZA MARIA MARTINS DE PINTO
Recorrente
Ministério Público Federal
Oponente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 legalidade da busca pessoal realizada por guardas municipais (art. 240/244 e art. 301 do CPP)
- 2 possibilidade de aplicação do redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
- 3 uso de inquéritos/ações penais em curso para afastar o tráfico privilegiado
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que, no caso concreto, não houve nulidade das provas decorrente da busca pessoal realizada pelas guardas municipais, diante das denúncias anônimas e dos elementos fáticos descritos pelo TJ, mas reconheceu que o acórdão de origem utilizou fundamentos inidôneos (como a existência de outras ações penais em curso) para afastar o benefício do tráfico privilegiado; aplicou-se o redutor máximo do art. 33, §4º (2/3) e, com fundamento na Súmula 568 do STJ, a pena foi fixada em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 166 dias-multa, substituída por duas restritivas de direitos a serem fixadas pelo juízo de origem.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, dou-lhe provimento para fixar a pena final da recorrente em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 166 dias-multa, com substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos.
Orders
- Fixar a pena final da recorrente em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto
- Fixar a pena de 166 dias-multa, em seu mínimo valor legal
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