HC 945445 - DECISAO
Não conheceu-se o habeas corpus quanto à alegação de ilicitude das provas por supressão de instância, mas, de ofício e em razão de flagrante ilegalidade na dosimetria, concluiu-se que o Tribunal a quo afastou indevidamente a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 com base apenas na quantidade e variedade de drogas sem elementos concretos de dedicação à atividade criminosa ou integração a organização criminosa; por isso, restabeleceu-se a sanção determinada na primeira instância, com reconhecimento do tráfico privilegiado e manutenção do regime e substituições ali fixadas.
- Parties
- Paciente: FLÁVIO DOS REIS VARGAS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus quanto à alegação de ilicitude de provas por supressão de instância; concedo, de ofício, a ordem para afastar a decisão que deixou de reconhecer a forma privilegiada do tráfico e restabelecer a sanção fixada na origem.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Provas Ilícitas, Habeas Corpus, Violação De Domicílio
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FLÁVIO DOS REIS VARGAS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 ilegitimidade de provas obtidas por suposta violação de domicílio
- 2 possibilidade de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
- 3 aplicabilidade da causa de diminuição do art.33, §4º da Lei 11.343/2006 quando a decisão se funda apenas na quantidade e variedade de drogas
Ratio Decidendi
Não conheceu-se o habeas corpus quanto à alegação de ilicitude das provas por supressão de instância, mas, de ofício e em razão de flagrante ilegalidade na dosimetria, concluiu-se que o Tribunal a quo afastou indevidamente a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 com base apenas na quantidade e variedade de drogas sem elementos concretos de dedicação à atividade criminosa ou integração a organização criminosa; por isso, restabeleceu-se a sanção determinada na primeira instância, com reconhecimento do tráfico privilegiado e manutenção do regime e substituições ali fixadas.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus quanto à alegação de ilicitude de provas por supressão de instância; concedo, de ofício, a ordem para afastar a decisão que deixou de reconhecer a forma privilegiada do tráfico e restabelecer a sanção fixada na origem.
Orders
- Afastar a decisão que deixou de reconhecer a forma privilegiada do tráfico
- Restabelecer a sanção como fixada na sentença de primeira instância, inclusive regime e substituição por penas alternativas já determinadas
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment