HC 979646 - DECISAO

HC 979646 - DECISAO

Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, em análise de ofício, o Tribunal entendeu existir flagrante ilegalidade quanto à negativa da incidência do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, pois o paciente é primário, possui bons antecedentes, parcela da droga estava com adolescente e o rádio transmissor não era elemento robusto suficiente para afastar a minorante; assim aplicou-se a fração máxima de 2/3, reduzindo a pena para 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, 194 dias-multa, fixando regime inicial aberto e determinando a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos.

Parties
Paciente: MAXWEL DA SILVA DA CONCEIÇÃO; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 April 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus (análise De Ofício Pelo Stj)
Outcome
Não conheço do habeas corpus e, em análise de ofício, concedo a ordem quanto à aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo (2/3), bem como quanto à readequação da dosimetria e ao regime e substituição da pena.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei Nº 11.343/2006), Dosimetria, Prisão Em Flagrante, Provas Ilícitas, Aviso De Miranda, Substituição De Pena Por Restritivas De Direitos, Regime Inicial De Cumprimento De Pena

Case Brief

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Parties

MAXWEL DA SILVA DA CONCEIÇÃO

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Tribunal De Origem

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus (análise De Ofício Pelo Stj)

  1. 1 nulidade do decreto condenatório por suposta prova ilícita decorrente de entrevista informal na abordagem policial
  2. 2 insuficiência probatória e condenação baseada em palavra de policial
  3. 3 incidência da causa especial de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006

Ratio Decidendi

Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, em análise de ofício, o Tribunal entendeu existir flagrante ilegalidade quanto à negativa da incidência do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, pois o paciente é primário, possui bons antecedentes, parcela da droga estava com adolescente e o rádio transmissor não era elemento robusto suficiente para afastar a minorante; assim aplicou-se a fração máxima de 2/3, reduzindo a pena para 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, 194 dias-multa, fixando regime inicial aberto e determinando a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus e, em análise de ofício, concedo a ordem quanto à aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo (2/3), bem como quanto à readequação da dosimetria e ao regime e substituição da pena.

Orders

  • Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio
  • Concedo a ordem para fixar em 2/3 a fração da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006