HC 970770 - DECISAO
Concluiu-se que a busca pessoal foi lícita por existir fundada suspeita aferida em denúncia anônima especificada e corroborada na diligência policial (descrição do suspeito), localização em ponto conhecido de tráfico e tentativa de fuga do paciente; assim, não há nulidade das provas colhidas. O habeas corpus não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória salvo ilegalidade flagrante. De ofício, aplicou-se a fração máxima de redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (2/3), redimensionando a pena para 1 ano e 8 meses de reclusão e 167 dias-multa, mantidos regime aberto e substituição por restritivas de direitos.
- Parties
- Paciente: DOUGLAS GONCALVES DA SILVA; Apelante: Ministério Público; Órgão Julgador a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo parcialmente a ordem de ofício para aplicar a fração máxima de redução de 2/3 prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e redimensionar a pena do paciente.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Busca Pessoal, Fundada Suspeita, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Habeas Corpus, Nulidade Da Prova
Case Brief
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Parties
DOUGLAS GONCALVES DA SILVA
Paciente
Ministério Público
Apelante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Julgador a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Legalidade da busca pessoal à luz da fundada suspeita (art. 244 do CPP)
- 2 Admissibilidade das provas colhidas na abordagem para fundamentar condenação por tráfico de drogas
- 3 Incidência e fixação da fração redutora do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a busca pessoal foi lícita por existir fundada suspeita aferida em denúncia anônima especificada e corroborada na diligência policial (descrição do suspeito), localização em ponto conhecido de tráfico e tentativa de fuga do paciente; assim, não há nulidade das provas colhidas. O habeas corpus não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória salvo ilegalidade flagrante. De ofício, aplicou-se a fração máxima de redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (2/3), redimensionando a pena para 1 ano e 8 meses de reclusão e 167 dias-multa, mantidos regime aberto e substituição por restritivas de direitos.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo parcialmente a ordem de ofício para aplicar a fração máxima de redução de 2/3 prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e redimensionar a pena do paciente.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo parcialmente a ordem, aplicando a fração máxima de redução de 2/3 prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
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Judgment text and source record
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