HC 994023 - DECISAO
Embora o habeas corpus não devesse ser conhecido como substitutivo de revisão criminal em face do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, verificou-se ilegalidade flagrante na utilização de inquéritos e ações penais em curso para afastar a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006; em razão da vedação jurisprudencial a esse fundamento e para evitar bis in idem com a exasperação da pena por quantidade de droga, a Corte aplicou de ofício a minorante no grau máximo (2/3), redimensionando a pena do paciente e mantendo o regime semiaberto.
- Parties
- Paciente: GABRIEL ALISSON CORREA PINTO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; entretanto, ordem concedida parcialmente, de ofício, para aplicar a minorante do art. 33, §4º da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3 e redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Da Lei 11.343/2006), Habeas Corpus, Princípio Da Não Culpabilidade
Case Brief
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Parties
GABRIEL ALISSON CORREA PINTO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 possibilidade de utilização de inquéritos e ações penais em curso para impedir aplicação da minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006
- 2 admissibilidade do habeas corpus contra acórdão transitado em julgado (substituto de revisão criminal)
- 3 eventual bis in idem entre exasperação da pena por quantidade de droga e aplicação da minorante
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não devesse ser conhecido como substitutivo de revisão criminal em face do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, verificou-se ilegalidade flagrante na utilização de inquéritos e ações penais em curso para afastar a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006; em razão da vedação jurisprudencial a esse fundamento e para evitar bis in idem com a exasperação da pena por quantidade de droga, a Corte aplicou de ofício a minorante no grau máximo (2/3), redimensionando a pena do paciente e mantendo o regime semiaberto.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; entretanto, ordem concedida parcialmente, de ofício, para aplicar a minorante do art. 33, §4º da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3 e redimensionar a pena.
Orders
- Habeas corpus não conhecido como substitutivo de revisão criminal
- Ordem concedida de ofício para aplicar a minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3
Full Case Text
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