AREsp 2960591 - DECISAO
Não conheceu-se integralmente o recurso especial por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido pelos arts. 1.029, §1º, do CPC e 255, §1º, do RISTJ; no mérito, manteve-se o entendimento do Tribunal de origem de que condenações por fatos anteriores, ainda que com trânsito em julgado posterior, podem ser valoradas como maus antecedentes e impedir a aplicação do redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06; o período depurador não se aplica aos maus antecedentes e o direito ao esquecimento só se admite quando demonstrado longo período (parâmetro de 10 anos desde a extinção da pena), o que não ocorreu, razão pela qual o agravo foi conhecido em parte e...
- Parties
- Agravante: HIGOR PHYLLIPE OLIVEIRA; Ministério Público: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça (juízo De Admissibilidade E Mérito Parcial)
- Outcome
- Conheço do agravo em parte e nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/06), Maus Antecedentes, Dissídio Jurisprudencial (admissibilidade Do Recurso Especial), Direito Ao Esquecimento, Período Depurador
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
HIGOR PHYLLIPE OLIVEIRA
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Ministério Público
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça (juízo De Admissibilidade E Mérito Parcial)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de recurso especial por dissídio jurisprudencial (arts. 1.029, §1º CPC e 255, §1º RISTJ)
- 2 Possibilidade de consideração de condenações por fato anterior, com trânsito em julgado posterior, como maus antecedentes para afastar o tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/06)
- 3 Aplicação do período depurador e da teoria do direito ao esquecimento aos maus antecedentes
Ratio Decidendi
Não conheceu-se integralmente o recurso especial por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido pelos arts. 1.029, §1º, do CPC e 255, §1º, do RISTJ; no mérito, manteve-se o entendimento do Tribunal de origem de que condenações por fatos anteriores, ainda que com trânsito em julgado posterior, podem ser valoradas como maus antecedentes e impedir a aplicação do redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06; o período depurador não se aplica aos maus antecedentes e o direito ao esquecimento só se admite quando demonstrado longo período (parâmetro de 10 anos desde a extinção da pena), o que não ocorreu, razão pela qual o agravo foi conhecido em parte e...
Court Disposition
Conheço do agravo em parte e nego-lhe provimento
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment