AREsp 2999336 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentadamente considerou que o lapso temporal entre a extinção da pena anterior e o novo delito é inferior a dez anos, permitindo a consideração dos maus antecedentes e a valoração conjunta da quantidade e natureza das drogas apreendidas, do dinheiro e da arma como indicativos de dedicação à atividade criminosa, o que afasta a aplicação do redutor do art. 33, § 4º da Lei de Drogas; ademais, não seria cabível, na via revisional, o reexame fático-probatório exigido pela tese defensiva.
- Parties
- Agravante: DIOGO DE ALMEIDA SILVA; Recorrido/órgão Prolator Da Decisão: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conhecendo Do Agravo E Negando Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei Nº 11.343/2006), Maus Antecedentes, Direito Ao Esquecimento, Dosimetria/pena Base, Revisão Criminal, Valoração De Provas E Apreensão De Arma
Case Brief
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Parties
DIOGO DE ALMEIDA SILVA
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Recorrido/órgão Prolator Da Decisão
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conhecendo Do Agravo E Negando Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicação do redutor do art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/2006
- 2 Valoração de maus antecedentes e alcance do prazo depurador (art. 64, I, CP)
- 3 Possibilidade de reexame fático-probatório em revisão criminal e incidência da Súmula 7/STJ
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentadamente considerou que o lapso temporal entre a extinção da pena anterior e o novo delito é inferior a dez anos, permitindo a consideração dos maus antecedentes e a valoração conjunta da quantidade e natureza das drogas apreendidas, do dinheiro e da arma como indicativos de dedicação à atividade criminosa, o que afasta a aplicação do redutor do art. 33, § 4º da Lei de Drogas; ademais, não seria cabível, na via revisional, o reexame fático-probatório exigido pela tese defensiva.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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