HC 1016554 - DECISAO
Embora o habeas corpus, em regra, não deva ser admitido como substituto de revisão criminal após trânsito em julgado, verificou-se ilegalidade flagrante na fundamentação do julgado de origem por utilização indevida de inquéritos/ações penais em curso como base exclusiva para afastar a minorante do art.33, §4º, da Lei 11.343/2006 (Tema 1.139/STJ); por isso, não conheceu-se do writ, mas concedeu-se a ordem de ofício para que o Juízo de primeiro grau individualize novamente a pena observando a aplicação da minorante prevista no referido dispositivo legal.
- Parties
- Paciente: ALEXSANDRA DOS SANTOS OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Proferida Pelo STJ
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, porém concedo a ordem de ofício para determinar que o Juízo de primeiro grau individualize novamente a pena observando a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal, Revisão Criminal, Trânsito Em Julgado
Case Brief
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Parties
ALEXSANDRA DOS SANTOS OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Proferida Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do habeas corpus após trânsito em julgado como substituto de revisão criminal
- 2 Aplicação da causa especial de redução de pena do art.33, §4º da Lei 11.343/2006 e possibilidade de afastamento com base em inquéritos ou ações penais em curso
- 3 Limites do reexame do acervo fático-probatório em habeas corpus
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus, em regra, não deva ser admitido como substituto de revisão criminal após trânsito em julgado, verificou-se ilegalidade flagrante na fundamentação do julgado de origem por utilização indevida de inquéritos/ações penais em curso como base exclusiva para afastar a minorante do art.33, §4º, da Lei 11.343/2006 (Tema 1.139/STJ); por isso, não conheceu-se do writ, mas concedeu-se a ordem de ofício para que o Juízo de primeiro grau individualize novamente a pena observando a aplicação da minorante prevista no referido dispositivo legal.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, porém concedo a ordem de ofício para determinar que o Juízo de primeiro grau individualize novamente a pena observando a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para determinar que o Juízo de primeiro grau individualize novamente a pena aplicada à paciente, observando-se os termos desta decisão.
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