HC 1038478 - DECISAO
Embora o habeas corpus seja, em regra, inadmissível quando utilizado como sucedâneo de revisão criminal após o trânsito em julgado, verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria relativa à fração do tráfico privilegiado: a apreensão de 20,08 g de cocaína não justificava o afastamento da aplicação da fração máxima de diminuição da pena prevista no §4º do art.33 da Lei 11.343/2006, razão pela qual, de ofício, concedeu-se a ordem para reduzir a pena para 1 ano e 8 meses, fixar regime aberto e substituir a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos, nos termos indicados na decisão.
- Parties
- Condenado / Paciente: CARLOS EDUARDO OLIVEIRA DE JESUS MONTEIRO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1500351-78.2020.8.26.0621)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (writ Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Writ não conhecido; ordem concedida de ofício
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (§4º Do Art.33 Da Lei 11.343/2006), Habeas Corpus, Revisão Criminal, Quantum Da Pena, Regime De Cumprimento, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
CARLOS EDUARDO OLIVEIRA DE JESUS MONTEIRO
Condenado / Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1500351-78.2020.8.26.0621)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (writ Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus após trânsito em julgado como sucedâneo de revisão criminal
- 2 correção da fração aplicável do redutor do tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/2006)
- 3 possibilidade de atuação de ofício do STJ diante de ilegalidade flagrante
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus seja, em regra, inadmissível quando utilizado como sucedâneo de revisão criminal após o trânsito em julgado, verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria relativa à fração do tráfico privilegiado: a apreensão de 20,08 g de cocaína não justificava o afastamento da aplicação da fração máxima de diminuição da pena prevista no §4º do art.33 da Lei 11.343/2006, razão pela qual, de ofício, concedeu-se a ordem para reduzir a pena para 1 ano e 8 meses, fixar regime aberto e substituir a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos, nos termos indicados na decisão.
Court Disposition
Writ não conhecido; ordem concedida de ofício
Orders
- Não conhecer do habeas corpus; conceder de ofício a ordem para reduzir a pena do paciente a 1 ano e 8 meses de reclusão
- Fixar regime inicial aberto para cumprimento da pena
Full Case Text
Judgment text and source record
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