HC 1027109 - DECISAO
A ordem de habeas corpus foi denegada porque o conjunto probatório apreciado pelas instâncias ordinárias — inclusive admissão de propriedade pelo paciente, apreensões em veículo e na residência, quantias em dinheiro e registro de outra apreensão/condenação envolvendo o paciente — é suficiente para sustentar a condenação por tráfico (art. 33, caput, Lei 11.343/2006); além disso a via estreita do habeas corpus não admite reexame amplo de fatos e provas; quanto ao reconhecimento de crime único/continuidade delitiva, as infrações ocorreram em datas, locais e sob desígnios autônomos (intervalo de sete meses), justificando o concurso material e afastando a continuidade (art. 71 CP).
- Parties
- Paciente: UBIRANI DE CARVALHO JUNIOR; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte Para Consumo, Desclassificação, Revisão Criminal, Habeas Corpus, Continuidade Delitiva, Concurso Material, Valoração Da Prova Testemunhal
Case Brief
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Parties
UBIRANI DE CARVALHO JUNIOR
Paciente
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a conduta tipificada no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 deveria ser desclassificada para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006
- 2 Se as duas condutas constituem crime único ou continuidade delitiva
- 3 Se o habeas corpus é meio adequado para o revolvimento de matéria fático-probatória
Ratio Decidendi
A ordem de habeas corpus foi denegada porque o conjunto probatório apreciado pelas instâncias ordinárias — inclusive admissão de propriedade pelo paciente, apreensões em veículo e na residência, quantias em dinheiro e registro de outra apreensão/condenação envolvendo o paciente — é suficiente para sustentar a condenação por tráfico (art. 33, caput, Lei 11.343/2006); além disso a via estreita do habeas corpus não admite reexame amplo de fatos e provas; quanto ao reconhecimento de crime único/continuidade delitiva, as infrações ocorreram em datas, locais e sob desígnios autônomos (intervalo de sete meses), justificando o concurso material e afastando a continuidade (art. 71 CP).
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