HC 1046582 - DECISAO
Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso próprio, examinou-se o mérito e verificou-se que não houve ilegalidade manifesta: as instâncias de origem fundamentaram de forma concreta o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas com base na quantidade de droga apreendida e em mensagens do celular que evidenciaram dedicação habitual ao tráfico, o que torna inviável o reexame fático-probatório em habeas corpus; igualmente, o regime inicial fechado foi justificado pela gravidade concreta e pela quantidade apreendida; por fim, a pena superior a quatro anos afasta a possibilidade de substituição por penas restritivas de direitos. Assim, não se conhece do habeas...
- Parties
- Paciente/agravante: GUILHERME AUGUSTO ALVES; Órgão Prolator Da Decisão Impugnada: Presidência do Superior Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Habeas Corpus)
- Outcome
- Reconsiderada a decisão da Presidência; não conheço do habeas corpus; agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º), Regime Prisional Inicial, Dosimetria, Revolvimento Fático Probatório, Admissibilidade Do Habeas Corpus Como Substitutivo De Recurso
Case Brief
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Parties
GUILHERME AUGUSTO ALVES
Paciente/agravante
Presidência do Superior Tribunal de Justiça
Órgão Prolator Da Decisão Impugnada
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de reconhecimento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Fundamentação do regime prisional inicial fechado
- 3 Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso próprio, examinou-se o mérito e verificou-se que não houve ilegalidade manifesta: as instâncias de origem fundamentaram de forma concreta o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas com base na quantidade de droga apreendida e em mensagens do celular que evidenciaram dedicação habitual ao tráfico, o que torna inviável o reexame fático-probatório em habeas corpus; igualmente, o regime inicial fechado foi justificado pela gravidade concreta e pela quantidade apreendida; por fim, a pena superior a quatro anos afasta a possibilidade de substituição por penas restritivas de direitos. Assim, não se conhece do habeas...
Court Disposition
Reconsiderada a decisão da Presidência; não conheço do habeas corpus; agravo regimental desprovido
Orders
- Reconsiderada a decisão da Presidência desta Corte (e-STJ fls. 116/117)
- Habeas corpus não conhecido com fundamento no art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do STJ
Full Case Text
Judgment text and source record
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